Trump promete atacar ‘com muita força’ se Irã não concordar com acordo de paz
Americano diz que aiatolás demoraram muito em aceitar um pacto para fim da guerra e diz que retomará bombardeios
Internacional|Do R7
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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país retomará os ataques ao Irã nesta quarta-feira (10) caso não seja fechado um acordo de paz.
“Vamos atacá-los, atacá-los com muita força, retomando os bombardeios”, disse Trump a repórteres na Casa Branca, citando o abate de um helicóptero Apache pelo Irã no Estreito de Ormuz.
Mais cedo, nas redes sociais, Trump havia dito que o Irã demorou demais para negociar um acordo e que agora “terá que pagar o preço”, enquanto Teerã declarou que reavaliaria o diálogo diplomático com Washington após uma série de ataques recíprocos ocorridos durante a madrugada.
O Irã lançou ataques com mísseis e drones contra bases norte-americanas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein, no que chamou de retaliação aos ataques dos EUA contra alvos iranianos na região do Estreito de Ormuz.
A troca de disparos, que ocorreu depois que Trump afirmou que o Irã abateu o helicóptero norte-americano, marca uma das escaladas mais significativas desde que Washington e Teerã concordaram com um cessar-fogo em abril.
“O Irã é só conversa e nenhuma ação”, disse Trump na postagem. “Eles demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão que pagar o preço!!!”

As Forças Armadas dos EUA afirmaram ter atacado defesas aéreas iranianas, estações de controle terrestre e instalações de radar de vigilância no que descreveram como uma “resposta proporcional” ao abate do helicóptero, cujos dois tripulantes foram resgatados.
Os vizinhos do Irã no Golfo e a Jordânia ativaram suas defesas aéreas para interceptar mísseis inimigos e não houve relatos imediatos de danos às bases norte-americanas.
A escalada — poucos dias depois de o Irã ter trocado ataques com Israel pela primeira vez desde o cessar-fogo — lança novas dúvidas sobre as perspectivas de um acordo para pôr fim à guerra, que começou em 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos EUA e de Israel ao Irã.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que Teerã reavaliaria o engajamento diplomático com Washington após o que chamou de repetidas violações do cessar-fogo. “Qualquer processo diplomático requer um ambiente mínimo de estabilidade”, declarou Esmaeil Baghaei.
Os preços do petróleo subiram cerca de 2% e as bolsas de valores caíram após as declarações de Trump, que vieram no final de uma mensagem mais longa sobre a capacidade militar do Irã e apareceram poucos minutos depois de uma postagem muito mais longa criticando um apresentador de TV por causa da baixa audiência.
A Fox News, citando uma entrevista por telefone, informou que Trump disse que poderia ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes do Irã porque Teerã estava demorando demais para chegar a um acordo.
Ainda assim, havia sinais de que os esforços diplomáticos continuavam. Uma autoridade com conhecimento do assunto disse à Reuters que negociadores do Catar viajaram para Teerã na quarta-feira, após consultas com os EUA, em um esforço para finalizar um acordo. Não houve comentários imediatos de Washington ou Teerã.
Ataques na região de Ormuz
Os ataques dos EUA durante a madrugada duraram cerca de quatro horas, com o Comando Central informando pouco antes das 22h (horário de Brasília) que as operações haviam terminado. Uma autoridade norte-americana disse que quase 20 alvos iranianos foram atingidos.
A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) informou que a Ilha de Qeshm e o porto de Sirik foram atacados. A mídia iraniana também noticiou explosões em Bandar Abbas, outra cidade portuária, e posteriormente perto de Jask, na entrada do Estreito de Ormuz.
A IRGC afirmou ter respondido atacando bases norte-americanas no Barein, Kuweit e Jordânia com drones e mísseis, e que estava pronta para dar uma resposta “esmagadora e decisiva” a qualquer nova ação dos EUA.
Afirmou ter disparado mísseis de longo alcance contra quatro locais na base norte-americana de al-Azraq, na Jordânia, incluindo hangares de caças F-35 e um centro de comando e controle.
Uma autoridade norte-americana disse que as avaliações iniciais indicavam que quase todos os mísseis e drones iranianos foram interceptados, sem relatos imediatos de vítimas ou danos. O Pentágono não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A Reuters não conseguiu verificar imediatamente os relatos do campo de batalha.










