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Trump diz que Netanyahu ‘se empolga às vezes’ e que Israel poderia fazer ‘trabalho melhor’ sobre o Hezbollah

Presidente dos EUA afirmou que o Irã deseja o acordo de trégua, que deve ser assinado “em breve”

Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo e Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Trump defende acordo com o Irã e comenta papel de Israel e Netanyahu nas negociações.
  • Trump critica ações de Israel contra o Hezbollah e sugere que poderiam fazer um "trabalho melhor".
  • Acordo com o Irã será assinado em breve, com foco na reabertura do estreito de Ormuz e controle nuclear.
  • Trump alerta que, se o acordo não for cumprido, os EUA podem retomar ações militares contra o Irã.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante a cúpula do G7
Segundo Trump, Netanyahu tem sido um "bom parceiro” dos Estados Unidos. Evelyn Hockstein/Reuters - 17.06.2026

O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu, nesta quarta-feira (17), o acordo norte-americano com o Irã, em seu discurso de encerramento da cúpula do G7, na França, e analisou o papel de Israel e do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nas negociações para o fim do conflito.

Segundo Trump, Netanyahu “se empolga às vezes, mas tem sido um bom parceiro” dos Estados Unidos.


Em relação ao compromisso de Israel com o pacto, Trump mencionou uma “divergência” com Netanyahu sobre o Líbano, agradeceu a participação israelense no conflito contra o Irã, mas criticou as ações do aliado contra os terroristas do Hezbollah.

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“Não digo que eles não devam se proteger, mas, quando dois drones são lançados no deserto e não causam dano, você não precisa derrubar prédios em Beirute. Eles poderiam se comportar melhor e ter um trabalho melhor com o Hezbollah”, disse Trump.


Acordo deve sair ‘em breve’

Em seu discurso, Trump afirmou que o Irã deseja o acordo, que será assinado “em breve”.

“Portanto, o acordo que fechamos com o Irã no domingo (14) será assinado em breve, amanhã, talvez no dia seguinte”, disse Trump aos repórteres.


Para Trump, a questão mais relevante é a reabertura do estreito de Ormuz e o fato de o Irã não poder desenvolver ou comprar armas nucleares.

Segundo o presidente dos Estados Unidos, os novos líderes do Irã representam uma mudança no regime que comanda o país e se comportarão de maneira “muito diferente” após o acordo.


“Acho que o Irã irá se comportar de uma maneira muito diferente agora. Nós discutimos detalhes do acordo com os iranianos com os nossos aliados”, pontuou.

No início do dia, o presidente dos EUA disse que o acordo com o Irã ainda não está definido e que ele pode retomar a guerra caso não fique satisfeito com o tratado.

Segundo Trump, se o acordo não for cumprido, os Estados Unidos bombardearão o Irã “até não sobrar nada”.

‘Catástrofe econômica’

Ao explicar a importância do acordo, Trump afirmou que não gostaria de ver uma “catástrofe econômica” acontecer por conta de um conflito prolongado contra o Irã. Na ocasião, ele apontou a sensibilidade dos mercados acionários ao noticiário geopolítico.

“Os mercados acionários caíam muito toda vez que a gente dizia que não conseguiria alcançar algum acordo, mas subiam quando falávamos coisas positivas”, disse. “Agora, os preços do petróleo estão caindo como nunca”, acrescentou o presidente dos EUA.

Ataques ao Líbano

As forças israelenses realizaram novos ataques no sul do Líbano nesta quarta-feira (17). Segundo divulgado pela Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), aviões israelenses atacaram a área de Nabatieh al-Fawqa e os arredores da cidade vizinha de Kfar Tebnit.

Nos últimos dias, Netanyahu afirmou que as tropas israelenses permanecerão no sul do Líbano, apesar do acordo firmado entre Estados Unidos e Irã para encerrar a escalada militar na região.

Segundo ele, Israel não participou das negociações conduzidas pelo presidente americano, Donald Trump, e continuará tomando decisões com base em seus próprios interesses de segurança.

Em entrevista coletiva na segunda-feira (15), Netanyahu disse que o Irã pressionou para que a retirada das forças israelenses do território libanês fosse incluída no acordo, mas que a exigência não foi aceita.

“O Irã queria que nos retirássemos de lá, mas isso não aconteceu. Sabe por que não aconteceu? Porque me mantive muito, muito firme”, afirmou.

O premiê reiterou que a principal preocupação de seu governo continua sendo impedir que Teerã desenvolva armas nucleares.

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