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Trump diz que Irã quer conversar e que poderia eliminar a Guarda Revolucionária

Presidente dos Estados Unidos afirma que as forças militares do país persa estão ‘debilitadas’

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump afirma que o Irã está disposto a conversar com os EUA e que suas forças militares estão debilitadas.
  • Trump destaca o aumento rápido da produção de defesa dos EUA, mencionando o sistema antimísseis Patriot.
  • O vice-presidente JD Vance afirma que os EUA não enviarão tropas terrestres ao Irã, focando em impedir armas nucleares e garantir a navegação no estreito de Ormuz.
  • Vance enfatiza uma abordagem diplomática e econômica para lidar com o Irã, evitando guerra sempre que possível.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Donald Trump
Donald Trump Evan Vucci/Reuters - 15.07.2026

O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a dizer nesta quarta-feira (15) que o Irã quer conversar com os Estados Unidos e que as forças militares persas estão debilitadas.

Em entrevista à Fox Business, o republicano afirmou que está aumentando a produção de defesa dos EUA “muito rapidamente”. “Como exemplo, o sistema de defesa antimísseis Patriot, queremos que não seja necessário esperar um ano para obter algo, ou um ano e meio, ou dois anos. Queremos pronto em uma semana ou talvez menos”, enfatizou.

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O mandatório disse acreditar que a inflação no final do ano será menor do que agora e que os preços do petróleo vão cair. Segundo ele, é melhor suspender cortes das taxas de juros do que aumentá-las, ao comentar sobre o Federal Reserve (Fed).

Perguntado se Washington poderia eliminar a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, em inglês) assim como fez com o Estado Islâmico, Trump respondeu: “Sim, pode. Vamos ver o que está acontecendo”.

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Vice descarta envio de tropas terrestres

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que Washington não enviará tropas terrestres para promover uma mudança de regime no Irã mesmo diante de pressões, ressaltando que seu empenho ao negociar o acordo com Teerã tem dois pilares: impedir que o país tenha armas nucleares e garantir a liberação do estreito de Ormuz para a livre navegação.

“O que o presidente fez de forma muito, muito competente é dizer que vamos usar a força militar nesta situação quando estiver conectada a algo que estamos tentando alcançar”, afirmou Vance em entrevista ao podcast de Joe Rogan.

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“Mas não vamos apenas fazer algo sem limites, indefinidamente. Não vamos bombardear, bombardear. Vamos tentar usar nossa força militar como uma das muitas ferramentas que temos para resolver o problema”, afirmou.

“Se o povo iraniano quiser se levantar e mudar seu governo, a decisão cabe a eles. Mas não vamos enviar 150 mil soldados por terra para realizar uma mudança de regime, a menos que a própria população queira alcançar esse resultado”, disse.

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O vice-presidente disse que o que tem tentado realmente fazer é concretizar o que o presidente Donald Trump o instruiu: um acordo que contemple o fato de o Irã não possuir arma nuclear, além de garantir o livre fluxo de petróleo e gás.

Vance afirmou que o memorando de entendimento assinado pelos EUA diz: “o Irã vai abrir o estreito de Ormuz, a violência parará e vamos negociar para ver se conseguimos chegar a um acordo amplo, no longo prazo, sobre a questão nuclear”. “É isso o que queremos fazer”, salientou.

Sobre a situação atual, Vance disse que “estamos na trajetória certa”, mas há vários avanços e paradas.

Vance afirmou que o que ele e outros representantes estão tentando fazer é uma delicada dança diplomática, usando alavancagem econômica e tentando conversar com alas pragmáticas do Irã.

“Mas, claro, quando há atos de violência, vamos agir. Tudo isso está acontecendo simultaneamente para nos levar a uma direção melhor”, explicou.

“A guerra é necessária em alguns momentos, mas não é necessariamente uma coisa boa”, disse. “Guerra é algo que sempre queremos evitar”.

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