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Ataque à infraestrutura civil ‘não faria Irã se dobrar aos EUA’, diz especialista

Presidente norte-americano ameaçou atingir usinas de energia e pontes caso Teerã não volte à mesa de negociação

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump ameaçou atacar a infraestrutura civil do Irã, incluindo usinas de energia e pontes, se Teerã não retornar às negociações.
  • O professor Vitelio Brustolin comparou essa possível ação de Trump ao que Putin tem feito na Ucrânia, destacando a violação do direito internacional.
  • Brustolin argumenta que o regime iraniano, sendo ditatorial, não se dobraria aos EUA mesmo diante do sofrimento da população.
  • O especialista acredita que a Guarda Revolucionária e o governo iraniano não cederiam às pressões dos EUA, apesar do impacto na população civil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um ataque de Donald Trump ao sistema elétrico do Irã “seria mais ou menos o que o Putin tem feito na Ucrânia”, aponta o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin. Em entrevista ao Conexão Record News, ele pondera que, mesmo à revelia do direito internacional, “que não vem sendo respeitado por ninguém”, não é impossível que o presidente dos Estados Unidos cumpra com sua promessa.

Durante uma entrevista exibida na TV norte-americana nesta terça-feira (14), o líder fez ameaças diretas à infraestrutura civil do Irã. Segundo Trump, caso Teerã não volte à mesa de negociação, locais como usinas de energia e pontes serão atingidos por Washington na próxima semana.


Imagem aérea de uma área montanhosa e árida, com formações rochosas em tons de marrom e cinza.
O sofrimento da população não faz o regime perder apoiadores, pontua Brustolin Reprodução/Record News

“Isso pode fazer com que o regime se dobre aos Estados Unidos? É muito difícil, porque é um regime ditatorial”, afirma Brustolin. “Hoje, o Irã é mais próximo de uma ditadura militar do que de uma teocracia. [...] E, porque é uma ditadura, o regime não precisa da aprovação da população. O sofrimento da população não faz o regime perder, por exemplo, apoiadores.”

O especialista conclui que, ainda que o ataque a hidroelétricas e pontes possa, sim, infringir sofrimento à população civil iraniana, “esse sofrimento não faria a Guarda Revolucionária e o atual governo do Irã se dobrarem e se submeterem aos Estados Unidos”.

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