Trump quer comprar ilhas e ‘atravessar’ negócio britânico, diz jornal; entenda
EUA quer dominar a base militar de Diego Garcia, enquanto o Reino Unido pretende transferir a soberania da região para Maurício
Internacional|Do R7
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O presidente norte-americano Donald Trump está considerando comprar as Ilhas Chagos, no Oceano Índico, para manter o controle de uma base militar conjunta dos Estados Unidos e do Reino Unido.
Segundo informações divulgadas neste domingo (7) pelo jornal britânico The Telegraph, a Casa Branca discute uma proposta que poderia mudar os planos do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, de transferir a soberania do território para as Ilhas Maurício.
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No centro da discussão está Diego Garcia, a principal ilha do arquipélago e sede de uma base usada por britânicos e americanos. Considerada estratégica para operações militares, a instalação ganhou ainda mais atenção diante da guerra no Irã e do aumento da influência chinesa na região.
De acordo com o jornal, autoridades dos EUA elaboraram diferentes cenários para preservar o futuro da base. Entre eles está a possibilidade de negociar diretamente a aquisição das ilhas somente após a transferência de soberania para as Ilhas Maurício.
A preocupação do governo americano é que a mudança de controle do arquipélago possa afetar a segurança da região. Isso porque Maurício é visto como um país próximo da China e Irã, o que pode representar riscos de espionagem nas águas ao redor da base.
A princípio, o governo britânico pretendia devolver a soberania das Ilhas Chagos a Maurício e manter Diego Garcia por meio de um contrato de US$ 46,7 bilhões (cerca de R$ 241 bilhões). O plano, porém, depende da autorização dos Estados Unidos, que participam do acordo de uso da instalação militar.
Embora Trump tenha apoiado a proposta no início, sua posição mudou nos últimos meses. O presidente passou a criticar o projeto e vem demonstrando insatisfação com Starmer por discordâncias relacionadas ao uso da base em operações militares.
“Continuamos em discussões regulares com nossos aliados britânicos enquanto trabalhamos juntos para preservar a viabilidade de Diego Garcia como uma plataforma de segurança regional”, disse um representante norte-americano em entrevista ao The Telegraph.
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