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Turquia pede detenção de 4 funcionários israelenses por "flotilha de Gaza"

Internacional|Do R7

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Istambul, 26 mai (EFE).- Um tribunal de Istambul ordenou nesta terça-feira a detenção de quatro altos cargos de Israel pelo ataque contra a chamada "flotilha para Gaza" no ano de 2010, no qual morreram dez cidadãos turcos. Entre os acusados está Gabi Ashkenazi, que, na ocasião, era chefe do Estado-Maior do Exército israelense. Os outros são o vice-almirante Eliezer Marom, o ex-chefe do serviço secreto militar Amos Yadlin, e o responsável por esse organismo na Força Aérea, Avishay Levy. O tribunal turco anunciou que solicitará que os quatro possam ser julgados na Turquia, onde a promotoria pede prisão perpétua para os acusados Desde a abertura do caso, em maio de 2012, os quatro acusados foram representados por advogados de ofício, enquanto o tribunal enviava citações judiciais através do governo turco, segundo o jornal diário turco "Hürriyet". Perante a ausência de respostas, o tribunal decidiu hoje emitir ordens internacionais de prisão e anunciou que solicitará ao governo a tramitação de um "alerta vermelho" pela Interpol. No entanto, a imprensa turca dúvida que essa ordem judicial tenha um grande impacto sobre as relações entre Israel e Turquia, em baixa desde que Ancara expulsasse o embaixador israelense no ano 2011. "A decisão não poderá ser implementada. O máximo que pode ocorrer é que os acusados não virão a passar suas férias na Turquia", opinou o analista Semih Idiz em declarações à "CNNTürk". A acusação particular é exercida pela fundação humanitária islamita IHH, que fretou o navio "Mavi Marmara" em 2010 para a viagem a Gaza e que representa às famílias das vítimas. Na última sexta-feira, a décima vítima do ataque, Ugur Süleyman Söylemez, morreu em um hospital turco após permanecer durante quatro anos em coma. EFE tc-iut/fk

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