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Ucrânia expulsa diplomata russo durante escalada de tensão

Moscou havia expulsado um cônsul ucraniano no sábado (17); diplomata agora é persona non grata no país

Internacional|Da AFP

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Ucrânia expulsa diplomata russo durante escalada de tensão com Moscou
Ucrânia expulsa diplomata russo durante escalada de tensão com Moscou

A Ucrânia anunciou nesta segunda-feira (19) a expulsão de um diplomata russo, que foi declarado "persona non grata", em resposta à expulsão de um cônsul ucraniano, em meio a um aumento das tensões com Moscou.

"O ministério das Relações Exteriores enviou hoje uma nota declarando 'persona non grata' um conselheiro da embaixada russa em Kiev", informou à AFP o porta-voz do ministério, Oleg Nikolenko.


"Ele terá 72 horas para deixar o território do nosso país", acrescentou. 

No sábado (17), a Rússia anunciou a expulsão de um cônsul ucraniano em São Petersburgo, detido brevemente pelos serviços de segurança (FSB), que acusaram o diplomata de ter tentado obter informações secretas.


Kiev protestou contra essa "detenção ilegal" e "negou completamente" a veracidade das acusações contra o cônsul Alexander Sosonyuk.

Em um comunicado, o ministério russo das Relações Exteriores anunciou que convocou o encarregado de negócios ucraniano na Rússia, Vasili Pokotilo, para protestar contra as "atividades ilegais" de Sosonyuk, "incompatíveis com o status de funcionário consular".


Moscou deixou claro que a presença do diplomata em território russo "não era mais bem-vinda" e "recomendou que abandone suas fronteiras em 72 horas".

Este incidente ocorre num momento em que a Rússia posiciona dezenas de milhares de soldados em sua fronteira com a Ucrânia, para "exercícios militares" devido às ações "ameaçadoras" da Otan, à qual Kiev pretende aderir.


A Ucrânia, por sua vez, disse temer uma invasão da Rússia e pediu ajuda ao Ocidente.

A União Europeia (UE) expressou nesta segunda-feira que temia um incidente após o destacamento de 150 mil soldados russos, "o maior já registrado" até agora em suas fronteiras com a Ucrâniae na Crimeia.

"É preocupante. Não estamos isentos de um incidente", considerou o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.

"Este reforço militar deve cessar e pedimos à Rússia que inicie uma desescalada", insistiu. 

Um soldado ucraniano morreu e outro foi hospitalizado após ser atingido por fragmentos de estilhaços no domingo, quando separatistas pró-russos atiraram granadas contra posições ucranianas, informou o Exército ucraniano em um comunicado nesta segunda-feira. 

Os novos incidentes acontecem momentos antes das negociações de paz agendadas para esta segunda-feira à noite, entre assessores dos chefes de Estado da Ucrânia, Rússia, Alemanha e França.

A Ucrânia reportou a morte de trinta soldados no front até agora este ano, contra 50 em todo o ano de 2020. Os separatistas, por sua vez, anunciaram que cerca de vinte de seus combatentes foram mortos desde janeiro.

A guerra no leste do país já causou mais de 13.000 mortes e quase 1,5 milhão de deslocados, desde seu desencadeamento há sete anos, após a anexação por Moscou da península da Crimeia.

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