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Ucrânia pede que Brasil use ‘voz influente’ para apoiar cessar-fogo e acordo de paz com a Rússia

Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia defende trégua imediata e cobra influência do Brasil para viabilizar reunião de Zelensky e Putin

Internacional|Do R7, em Brasília

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Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiha disse ter telefonado para Amorim Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia/Divulgação

O chanceler da Ucrânia, Andrii Sybiha, pediu que o Brasil apoie formalmente um cessar-fogo incondicional de 30 dias como etapa inicial para negociações de paz entre Kiev e Moscou. A solicitação foi feita em uma postagem na rede X, após conversa com o ministro brasileiro Mauro Vieira.

Sybiha também afirmou ter instado o governo brasileiro a usar sua influência junto à Rússia para viabilizar uma reunião direta entre os presidentes Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin, prevista para quinta-feira (15), em Istambul, na Turquia.


Ele disse ter conversado com Mauro Vieira sobre os esforços de paz e os contatos diplomáticos ativos esta semana. “Insisti para que o Brasil apoiasse um cessar-fogo incondicional de 30 dias como base para negociações de paz eficazes”, postou.

“Reafirmei a disposição do presidente Zelensky de se reunir com Putin e pedi ao Brasil que use sua voz influente para viabilizar esse encontro de alto nível”, escreveu.


O pedido ucraniano acontece no momento em que Moscou indica disposição para dialogar. Durante a madrugada, o presidente russo sugeriu retomar negociações “sem pré-condições” com a Ucrânia, e sinalizou abertura para um acordo de cessar-fogo.

Zelensky considerou a proposta um “sinal positivo”, mas reforçou que uma trégua imediata e total é condição para iniciar qualquer tratativa.


Confira o post de Sybiha:

Trégua antes da reunião

Zelensky afirmou no domingo (11) que espera a suspensão completa das hostilidades a partir de segunda-feira (12), dois dias antes da reunião com Putin.


“Esperamos um cessar-fogo começando amanhã — completo e duradouro, para fornecer a base necessária para a diplomacia. Não faz sentido prolongar os assassinatos”, escreveu o presidente ucraniano nas redes sociais.

A proposta de trégua tem apoio explícito de quatro grandes países europeus, que alertaram Moscou para possíveis sanções adicionais caso não aceite a pausa humanitária no conflito, que já se estende por três anos.

Brasil e a “paz possível”

O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre o pedido. No sábado (10), o assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Celso Amorim, comentou que uma saída negociada exigirá concessões da Ucrânia.

Segundo Amorim, a Crimeia dificilmente voltará ao controle ucraniano. Ele também mencionou que a entrada do país na Otan deve ser abandonada em favor de outras formas de proteção.

“A paz possível pode ser alcançada. A ideal talvez nunca venha”, afirmou. Amorim ressaltou que a opinião reflete uma leitura pessoal do cenário e não a posição formal do presidente Lula.

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