UE condena ataque químico na Síria, mas defende solução diplomática
Internacional|Do R7
SÃO PETERSBURGO, Rússia, 5 Set (Reuters) - Autoridades europeias evitaram nesta quinta-feira manifestar apoio a um eventual ataque dos Estados Unidos e de seus aliados à Síria e alertaram para a impossibilidade de uma solução militar na guerra civil síria.
Mas o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disse que o suposto ataque químico contra civis em 21 de agosto foi um "abominável" crime contra a humanidade que não pode ser ignorado.
Os EUA dizem ter provas de que o governo de Bashar al-Assad cometeu o ataque com gás sarin, resultando na morte de mais de 1.400 pessoas, e tentam arregimentar apoios para uma ação militar punitiva. Damasco nega ter usado armas químicas.
As declarações de Rompuy e do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, parecem contrariar ligeiramente a posição de Washington.
"Não há solução militar para o conflito sírio", disse o belga a jornalistas em São Petersburgo, onde participa de uma cúpula do G20 dominada pela questão síria.
"Embora respeitemos os recentes chamados à ação, salientamos ao mesmo tempo a necessidade de levar adiante o trato da crise síria por meio do processo da Organização das Nações Unidas."
Os líderes da França e da Grã-Bretanha, dois dos mais influentes países da UE, apoiam abertamente a possibilidade de uma ação militar contra Assad.
(Reportagem de Luke Baker)










