Última vítima da Maratona de Boston ainda internada deixa hospital
Erika Brannock, que tinha ido assistir a mãe correr, perdeu a perna e sofreu queimaduras
Internacional|Do R7

A última vítima dos ataques à Maratona de Boston ainda hospitalizada teve alta hoje nos EUA.
Erika Brannock, uma professora de 29 anos que sofreu ferimentos graves e precisou ter uma perna amputada voltou hoje para casa, em Maryland, depois de passar 50 dias internada no Beth Israel Deaconess Medical Center.
“Estou muito feliz por ir embora, mas é um pouco triste também”, disse Erika.
— Os profissionais aqui foram tão fantásticos. Eles brincavam que eu era uma princesa porque tudo que eu pedia eles faziam por mim.
A professora disse que mal pode esperar para chegar em casa e abraçar sua família e amigos, e também comer “caranguejos cozidos no vapor”.
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Erika foi atingida pela explosão de 15 de abril quando esperava a mãe, que estava inscrita na corrida, passar pela linha de chegada. Ela estava acompanhada da irmã e do cunhado.
Uma fotografia de Nicole Gross, 31 anos, irmã de Erika, circulou o mundo. Era ela a mulher sentada no chão cercada por muito sangue e com uma expressão de horror no rosto.
Nicole também sofreu ferimentos graves em uma das pernas.
Erika, por sua vez, passou por mais de dez cirurgias incluindo a amputação de sua perna abaixo do joelho. Ela também perdeu pedaços de osso na perna direita, sofreu queimaduras e perda de audição.
Ela agora usa uma cadeira de rodas, e pretende se mudar para a casa da mãe, Carol Downing, que mora em Monkton, Maryland, pelo menos enquanto ainda precisa de fisioterapia.
Erika ainda precisa esperar para usar uma prótese. Será necessário levantar cerca de R$ 170.000 para começar o processo – para tanto, seus amigos abriram um fundo de captação em prol da sua causa.
Ela espera poder voltar a dar aulas assim que possível. Antes do atentado, ela estava perto de concluir o curso de Pedagogia na Towson University. Agora, pretende retomar a faculdade, e ainda trabalhar meio-período durante o verão.
— Mal posso esperar para sentar no chão e ler um livro para as crianças.
Para preparar os alunos para o choque sobre sua nova aparência, ela já mandou a eles alguns vídeos. Em um deles, ela aparece fazendo um passeio pelo hospital usando uma cadeira de rodas.
Erika diz que se lembra de tudo no dia das bombas – das cores amarela e laranja da explosão até o momento em que foi confortada por uma estranha, que se identificou apenas como “Joan, da Califórnia”.
Em uma entrevista concedida semana passada ao lado de sua irmã, Erika revelou que teve pesadelos quando um dos responsáveis pelo atentado, Dzhokhar Tsarnaev, foi transferido para o mesmo hospital em que ela estava.
— Quando eu ia para uma cirurgia, eu passava pela UTI onde ele estava. Comecei a sonhar que ele ia sair da sua cama e explodir o hospital.
Mesmo com a dor e a raiva que passou, ela disse que vai amar Boston para sempre, e que está triste por ter que deixar os enfermeiros e médicos que se tornaram seus amigos durante sua estada no hospital.
— Se eu tivesse que deixar Baltimore e escolher outra cidade para morar, eu escolheria Boston. É uma linda cidade, as pessoas são maravilhosas, e estar aqui depois do atentado, com a equipe do hospital, foi uma bênção para mim.
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