Um terço dos alemães apoia protestos contra "islamização" do país
Internacional|Do R7
Berlim, 19 dez (EFE).- Cerca de um terço dos alemães apoia os protestos contra a lei de asilo e a suposta islamização do país lideradas pelo movimento Patriotas Europeus contra a Islamização do Ocidente (Pegida, na sigla em alemão), segundo uma pesquisa realizada pela empresa YouGov e divulgada nesta sexta-feira. O Pegida convocou para a próxima semana sua décima manifestação em Dresden (leste do país), após reunir na segunda-feira 15 mil pessoas nas ruas e gerar um amplo debate na Alemanha por causa de suas reivindicações contra o Islamismo. Segundo a pesquisa, o movimento tem apoio quase igual tanto no leste do país (36% respalda suas reivindicações) quanto no oeste (33%). Quarenta e um por cento dos entrevistados no leste da Alemanha situa o Pegida na direita ou na extrema direita, porcentagem que sobe para 45% quando se faz a pergunta para os alemães do oeste. Enquanto isso, a classe política alemã continua dividida entre quem denuncia o tom xenófobo e ultradireitista das manifestações, e quem considera que suas preocupações não podem ser desatendidas e evitam condenar o movimento. O presidente do Conselho da Igreja Evangélica na Alemanha, Heinrich Bedford-Strohm, pediu para se "dizer 'não' às claras" a qualquer tipo de ataque contra uma religião em particular e contra os refugiados. Em uma entrevista à emissora "Deutsche Welle", Bedford-Strohm alertou que "toda forma de fundamentalismo e ódio ao próximo é uma perversão das tradições religiosas". No entanto, o presidente da Conferência Episcopal alemã e cardeal de Munique, Reinhard Marx, disse que não há nenhuma instrução pastoral que proíba os católicos de participar das manifestações e estimou que cada pessoa deve refletir sobre que bandeiras levanta. O arcebispo de Bamberg (sul da Alemanha), Ludwig Schick, tinha mostrado na quinta-feira sua clara rejeição ao Pegida e pedido aos fiéis em um sermão para não participar de suas manifestações "contra a islamização do Ocidente". Segundo sua opinião, estes ativistas "propagam o ódio racial e incitam temores irracionais entre os cidadãos, que são o caldo de cultivo para agressões difusas a pessoas de outras culturas e religiões". EFE nl/ma












