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Unasul enviará missão para assessorar Venezuela em diálogo político

Internacional|Do R7

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Santiago do Chile, 12 mar (EFE).- A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) acertou nesta quarta-feira em Santiago, Chile, enviar uma missão de chanceleres à Venezuela para assessorar o governo de Nicolás Maduro em um diálogo que permita recuperar a convivência pacífica nesse país. Este é um dos acordos adotados na reunião extraordinária de ministros das Relações Exteriores de Unasul reunida na capital chilena para tratar da situação na Venezuela, onde mais de 20 pessoas morreram durante os protestos antigovernamentais no último mês. A resolução final - lida pelo chanceler chileno, Heraldo Muñoz - expõe a preocupação dos países-membros "perante qualquer ameaça à independência e soberania da República Bolivariana da Venezuela". A declaração expressa seu respaldo "aos esforços do governo da República Bolivariana da Venezuela para propiciar um diálogo entre o governo, todas as forças políticas e atores sociais a fim de conseguir um acordo que contribua ao entendimento e a paz social". A delegação dos chanceleres da Unasul, que foi solicitada pelas próprias autoridades venezuelanas, se reunirá, o mais tardar, na primeira semana de abril e terá como objetivo "acompanhar, apoiar e assessorar" o diálogo político "considerando a Conferência Nacional de Paz" instalada pelo governo em 27 de fevereiro. Os ministros das Relações Exteriores dos países-membros darão instruções à presidência pro tempore, liderada atualmente Suriname, para "organizar os trabalhos da Comissão de Chanceleres. A comissão deverá informar as atividades ao Conselho de ministros das Relações Exteriores "à brevidade possível". A declaração da Unasul, assinada de forma unânime pelos países-membros, reitera a postura de "enérgica rejeição aos recentes atos de violência" expressada já anteriormente pelo organismo. Além disso, "expressa suas condolências e solidariedade com os familiares das vítimas, o povo e o governo democraticamente eleito dessa nação irmã". Ao mesmo tempo "ratifica o respeito aos direitos humanos e as liberdades fundamentais, incluindo a liberdade de expressão e reunião pacífica, circulação e livre trânsito", entre outras. Os ministros das Relações Exteriores incentivam todas as forças políticas e sociais da Venezuela "a privilegiar o diálogo democrático e constitucional e a concórdia". Eles lembram que "qualquer reivindicação deve ser canalizada de forma pacífica, pela via democrática, e respeitando o Estado de Direito e suas instituições" venezuelanas. EFE gs-mf/cdr (foto) (vídeo)

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