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União Europeia imporá mais sanções à Rússia se acordo não for cumprido, diz Merkel

Chanceler alemã afirma que reunião em Minsk estabeleceu ações que precisam ser cumpridas

Internacional|Do R7

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Sanções anteriores continuam vigorando contra a Rússia
Sanções anteriores continuam vigorando contra a Rússia

A União Europeia (UE) imporá mais sanções se o acordo de Minsk estipulado nesta quinta-feira entre os líderes de Rússia, Ucrânia, Alemanha e França para pôr fim a dez meses de hostilidades no leste da Ucrânia não for cumprido, afirmou nesta quinta-feira a chanceler alemã, Angela Merkel.

Merkel explicou que os líderes decidiram que a lista de sancionados ampliada em 19 pessoas e nove entidades entrará em vigor em 16 de fevereiro, e que se trata de uma medida vinculada a um acontecimento já ocorrido e portanto "desligada" do acordo de Minsk.


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Ela alertou também que se o cessar-fogo e os outros pontos estabelecidos nesse acordo não forem cumpridos, "teremos que tomar mais medidas". Merkel lembrou que a decisão de engrossar a lista de sancionados pelo conflito no leste da Ucrânia esteve ligado a um fato já ocorrido, o ataque com artilharia na cidade ucraniana de Mariupol no final de janeiro, que deixou 30 mortos e uma centena de feridos.


As sanções só podem ser suspensas quando as razões pelas quais foram impostas fiquem "obsoletas" e que os líderes consideraram estes elementos na hora de tomar a decisão de manter a decisão dos ministros das Relações Exteriores. Merkel explicou ainda a razão pela qual o cessar-fogo pactuado entre Rússia e Ucrânia entrará em vigor só a partir do domingo e não antes, como ela preferia, admitiu.

"Foi um tira e afrouxa duro. Em nossa opinião - da Alemanha e da França - e a da Ucrânia, o quão rápido o cessar-fogo entra em vigor melhor, mas aparentemente por certas razões táticas outros membros na negociação não podiam aceitá-lo e então chegamos a um compromisso", explicou.


Os chefes de Estado e do governo da UE expressaram seu apoio a Merkel e ao presidente francês, François Hollande, pela tentativa de conseguir a paz no leste da Ucrânia mediante o pacto de Minsk. A chanceler alemã reiterou que o acordo é um "raio de esperança" que deve ser seguido agora por ações, e também o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, com quem os líderes se reuniram em Bruxelas, assinalou que o documento "é muito importante para seu país", acrescentou Merkel.

Disse também ser consciente de que a aplicação do acordo será uma tarefa difícil, mas advertiu que, "se surgirem dificuldades não descartamos mais sanções". "A confiança que temos em (o presidente russo, Vladimir) Putin é limitada, por isso temos que manter nosso ponto de vista sobre as sanções", disse o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, que insistiu que "se o acordo não for implementado teremos que dar passos".


Acrescentou que a UE "mostrou hoje boa vontade. Achamos que é preciso aproveitar todas as oportunidades de conseguir mais do que o alcançado no primeiro acordo de Minsk", de setembro de 2014. Ressaltou também que "neste momento tão difícil estamos unidos e preparados para atuar, também com novas medidas se for necessário".

"É necessária a boa vontade da parte russa", insistiu o político polonês, que rejeitou as acusações de que haveria cidadãos europeus, croatas, lutando junto das forças ucranianas e que isso poderia dificultar o acordo, o que considerou "parte da propaganda". 

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