União Europeia pede que Egito liberte Mursi e todos os presos políticos
Dezenas de pessoas ficaram feridas durante confrontos na praça Tahrir, nessa segunda-feira (22), entre simpatizantes e opositores do presidente deposto Mohamed Mursi
Internacional|Do R7, com agências internacionais

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) pediram nesta segunda-feira (22) que as autoridades interinas do Egito libertem o presidente deposto Mohammed Mursi, assim como todos os prisioneiros políticos.
"As prioridades chave do Egito devem ser o processo de redigir uma Constituição de maneira inclusiva e democrática, eleições livres e justas, o fim das detenções por motivos políticos e a libertação de todos os presos políticos, incluindo Mohammed Mursi", destacaram em declaração aprovada durante a reunião em Bruxelas.
Os ministros também consideraram como prioridade que as autoridades egípcias respeitem completamente os direitos humanos e liberdades fundamentais de todos os cidadãos, incluindo os direitos das mulheres e dos membros de comunidades religiosas.
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Além disso, os ministros pediram que todos os partidos políticos possam trabalhar livremente e desfrutar de "total liberdade de expressão", assim como os meios de comunicação e os jornalistas.
Os ministros reiteraram a "profunda preocupação" pela situação no país e lembraram que muitos egípcios em protesto expressaram sua "legítima preocupação" e sua "profunda frustração" pelo fato de não serem escutados.
Ao mesmo tempo, os ministros afirmaram que as forças armadas "não deveriam desempenhar um papel político em uma democracia" e que "devem aceitar e respeitar a autoridade constitucional e o poder civil como um princípio básico da governança democrática".
— Agora é de vital importância que o Egito embarque em uma transição, que permita a transferência de poderes a um Governo liderado por civis e democraticamente eleito.
Os ministros também celebraram a "oportuna" viagem na semana passada da alta representante da UE, Catherine Ashton, ao Cairo, onde se reuniu como membros do Governo interino e representantes do anterior executivo e a sociedade civil.
Os representantes também sublinharam que a "inclusão" é chave para o processo de reconciliação do país, e nessa linha pediram a todas as partes que se abstenham de utilizar a violência e respeitem os direitos humanos, e expressaram suas condolências às famílias das pessoas que perderam a vida nos últimos enfrentamentos no país.
Para os ministros europeus, o Egito tem que "avançar rapidamente rumo a um processo de transformação democrática" e a realização "o mais rápido possível" de eleições democráticas.
Nesse contexto, os ministros celebraram a intenção do país de convidar a comunidade internacional para observar os próximas eleições e se mostraram dispostos a proporcionar o apoio necessário de acordo com os padrões internacionais.
Os ministros reconheceram os graves desafios sociais e econômicos enfrentados pelo Egito e pediram às autoridades que se comprometam com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para buscar uma solução.
"Em linha com os princípios e objetivos de sua Política de Vizinhança, a UE seguirá proporcionando apoio ao Egito para que afronte esses desafios", sublinharam, por sua vez pediram avanços democráticos que acham estabilidade no país.
Por último, os ministros indicaram que a UE avalia em grande medida sua relação com o Egito e continua apoiando seu povo "em sua luta pela dignidade, a democracia, a justiça social e uma vida decente".
Também nessa segunda-feira, confrontos registrados na praça Tahrir, no centro do Cairo, entre simpatizantes e opositores do presidente deposto Mohamed Mursi deixaram dezenas de feridos, informaram integrantes dos serviços de emergência.
Manifestantes dos dois grupos entraram em embate, lançando pedras uns contra os outros, de acordo com membros dos serviços de urgência. A polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.
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