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Uruguai celebra 1º casamento gay do país

A cerimônia aconteceu com urgência porque um dos noivos sofre de câncer e está em estado terminal

Internacional|Do R7

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Sergio Miranda e Rodrigo Borda exibem as alianças de noivado logo após a cerimônia de casamento
Sergio Miranda e Rodrigo Borda exibem as alianças de noivado logo após a cerimônia de casamento

Dois homens, um deles com câncer terminal, se tornaram o primeiro casal homossexual a ter o matrimônio registrado no Uruguai. A cerimônia aconteceu nesta segunda-feira (5) "de última hora" em um centro médico de Montevidéu.

A união, informou a imprensa local, foi celebrada no dia em que entrou em vigor a lei de casamento igualitário no país.


O Registro Civil autorizou os companheiros a se casarem sem cumprir o requisito de solicitação prévia.

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O casal, que está junto há 14 anos, recebeu as autoridades em um quarto do hospital e ali mesmo se transformaram em esposos.


O diretor do Registro Civil, Adolfo Orellano, confirmou ao jornal "El Observador" que neste casamento não houve "uma extrema alegria", já que aconteceu por "um componente médico" e com uma pessoa em situação terminal.

A oficial do escritório 1º do Registro Civil, Luísa Salaberry, recebeu um relatório médico hoje que atestava o estado de iminente perigo de morte de um dos noivos e foi imediatamente realizar a cerimônia.


"Foi muito emotivo, muito emotivo", disse a oficial à imprensa após a celebração, antes de destacar que o doente estava "muito lúcido" durante o ato.

— O casamento de última hora é feito quando as condições de saúde não permitem realizar o trâmite normal que requer uma espera de nove dias úteis entre a inscrição e a oficialização. O casamento precisou esperar a entrada em vigor da lei do casamento igualitário, apesar de um dos noivos estar bastante doente.

Rodeados de jornalistas, Sergio Miranda, uma das primeiras pessoas a dar entrada nos papéis para o casamento, destacou que este "é um dia de muita alegria, emoção e responsabilidade" e opinou que o Uruguai está dando ao mundo "um sinal que todos somos iguais, mesmo que ainda haja em outros países leis que oprimem e perseguem os homossexuais".

Seu noivo, Rodrigo Borda, explicou que decidiram dar visibilidade a este momento para desmistificar as relações homossexuais para que todas as pessoas "não só se sintam incluídas, mas também incluam".

A lei uruguaia aprovada em abril determina que a instituição do casamento "implicará a união de dois cônjuges, qualquer que seja a identidade de gênero ou orientação sexual, nos mesmos termos, com iguais efeitos e formas de dissolução estabelecidas no Código Civil".

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