Várias bombas explodem no metrô da capital do Egito
Atentado foi atribuído à Irmandade Muçulmana; por enquanto, não há notícia de vítimas
Internacional|Do R7

Várias bombas de fabricação caseira explodiram nesta quarta-feira (25) em diversas estações de metrô no Cairo, a capital do Egito, e deixaram entre um e quatro feridos, dependendo das fontes, o que levou à suspensão temporária do serviço.
O Ministério do Interior informou que, por enquanto, somente uma pessoa ficou ferida na estação de Shubra al Kheima, no norte da capital.
De acordo com a fonte citada, as investigações preliminares indicam que essa bomba se encontrava em uma bolsa que era levada pela própria pessoa, à qual é suspeita de ser simpatizante da Irmandade Muçulmana, declarados grupo terrorista no último mês de dezembro.
No entanto, uma fonte de segurança consultada pela Agência Efe elevou para quatro o número de feridos, três deles em uma explosão na estação de Kubri al Quba, um incidente não confirmado pelo Ministério do Interior, mas pela imprensa oficial.
Uma fonte da companhia do metrô, citada pela agência estatal Mena, confirmou a explosão de quatro bombas — nas estações de Shubra al Kheima, Gamra, Kubri ao Quba, Helmeya al Zeitun —, as quais teriam deixado três pessoas feridas, uma delas em estado grave.
Em Gamra, segundo a fonte, a explosão não causou feridos.
Os agentes de segurança inspecionam as estações e seus arredores para assegurar que não há mais bombas nos locais.
O serviço das linhas um e dois do metrô da capital egípcia chegou a ser paralisado temporariamente, mas já foi reativado.
Além das explosões em diversas estações de metrô, um carro-bomba foi detonado em frente a um tribunal no bairro de Heliópolis, no leste do Cairo.
A cerca de 100 metros da corte, as forças de segurança também desativaram uma segunda bomba, assinalou à Agência Efe uma fonte policial.
O porta-voz de Interior, o general Hani Abdelatif, assegurou que estes atos são "tentativas desesperadas da Irmandade Muçulmana para demonstrar sua presença nas ruas".
No último ano houve várias explosões de bombas no metrô da capital egípcia, embora nenhuma delas com gravidade.
Este tipo de ataque, assim como atentados contra as forças de segurança, aumentaram no Egito desde o golpe militar contra o presidente islamita Mohammed Mursi e a posterior repressão de seus seguidores.
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