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Apuração de votos no Peru já é mais longa do que mandato recente de presidente do país

Manuel Merino dirigiu o país por cinco dias em novembro de 2020 e renunciou após protestos violentos

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A apuração dos votos no segundo turno das eleições presidenciais do Peru já dura seis dias, superando o mandato de cinco dias do ex-presidente Manuel Merino.
  • A disputa eleitoral é entre Roberto Sánchez, de esquerda, e Keiko Fujimori, de direita, marcada por polarização e reviravoltas.
  • O Peru enfrenta uma crise política com nove presidentes em dez anos, agravada por escândalos e destituições.
  • Manuel Merino assumiu a presidência após a destituição de Martin Vizcarra em 2020, mas renunciou após protestos violentos e acusações de golpe de Estado.

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Manuel Merino era presidente do Congresso peruano antes de se tornar presidente Reprodução/Ministério da Produção

A apuração de votos do segundo turno das eleições presidenciais do Peru já está em seu sexto dia, um período maior que o mandato de Manuel Merino, que foi presidente do país por cinco dias, de 10 a 15 de novembro de 2020.

A eleição atual, disputada pelo esquerdista Roberto Sánchez e a direitista Keiko Fujimori, é marcada por uma grande polarização de votos e constantes viradas de ambos os lados.


O ONPE (Órgão Eleitoral Peruano) afirmou que a contagem completa dos votos deverá ser concluída até julho.

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Atualmente, o Peru se encontra em uma crise política reforçada por diversos escândalos e teve um total de nove presidentes nos últimos dez anos.


Os peruanos foram às urnas no último domingo (7) para escolher seu décimo presidente, em um clima de desânimo e cansaço político.

Mandato de Manuel Merino

Em 2020, o Peru já passava por uma crise política marcada pela renúncia de Pedro Pablo Kuczynski, em 2018, e pela destituição de seu vice, Martin Vizcarra, em 2020.


Pela falta de um vice-presidente para Vizcarra, o próximo na linha de sucessão seria o presidente do Congresso peruano, que na época era Manuel Merino. Ele assumiu o cargo no dia 10 de novembro do mesmo ano.

A destituição de Vizcarra foi vista pela população como um golpe de Estado, e então foi desencadeada uma onda de protestos violentos por todo o país, que deixaram 2 mortos e quase 100 feridos, segundo dados da Procuradoria e do Ministério da Saúde.


Cinco dias depois, em 15 de novembro, Manuel Merino renunciou ao cargo, ato que ele classificou como um “golpe de Estado civil”.

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