Venezuela bate recorde de inflação e projeções indicam alta de mais 700% para o fim do ano
De acordo com relatório, resultado equivale a aceleração de 25% ao mês
Internacional|Do R7

A Venezuela registrou inflação de 648,9% nos últimos doze meses, com resultados mensais de 25%, de acordo com relatório elaborado pelo banco Torino Capital. Diante desse aumento, a empresa faz projeções de que, no final do ano, a inflação estará em 717%.
Segundo o banco, "tanto a taxa mensal como o registro anual bateram um novo recorde e atingiram os níveis mais altos registrados", sendo que os níveis já são os maiores registrados em toda a história venezuelana.
A alta de 648,9% representa um aumento siginificativo, já que, em junho, o Torino Capital previa que a inflação acumulada seria de 597%.
O resultado mensal é consideravelmente maior do que a média de 17,8% dos seis meses anteriores e tendência de crescimento sustentado é um motivo para se preocupar com um cenário de hiperinflação no país.
Ainda de acordo com o relatório, "julho não foi um mês típico, foi o clímax da campanha para as eleições da Assembleia Nacional Constituinte, o que gerou um incentivo para que o governo aumentasse os gastos."
O modelo para a inflação é baseada na correlação entre o índice de preços e outras variáveis na economia e taxa de coleta, depósitos em bancos, agregados monetários, a circulação monetária e variação da taxa de câmbio não oficial.
A falta de gás de cozinha na Venezuela fez com que os moradores do país começassem a usar lenha para preparar comida
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