Venezuela desvincula governo dos EUA de planos de atentado contra Capriles
Internacional|Do R7
Caracas, 20 mar (EFE).- O chanceler da Venezuela, Elías Jaua, desvinculou o governo dos Estados Unidos dos supostos planos conspiratórios contra o líder opositor, Henrique Capriles, mas denunciou que o ex-agente da CIA, Luis Posada Carriles, está recrutando mercenários na América Central para assassiná-lo. "Os senhores Otto Reich e Roger Noriega, através dos contatos desse assassino que eles protegem que é Posada Carriles, estão fazendo contatos na América Central, recrutando mercenários para atentar contra o candidato perdedor", afirmou Jaua em entrevista coletiva, em alusão aos dois ex-embaixadores americanos. Posada Carriles, cubano de nascimento e naturalizado venezuelano, está em Miami desde abril de 2011 depois de ser absolvido de 11 acusações de perjúrio, fraude e obstrução de procedimento por mentir em sua solicitação de asilo político e cidadania americana, após um julgamento em El Paso (Texas). Os governos de Cuba e Venezuela reivindicam Posada Carriles como autor intelectual da explosão de um avião comercial cubano em 1976 com 73 ocupantes e de outros atentados. O ministro das Relações Exteriores venezuelano indicou hoje que o governo tem "informação precisa" que os supostos mercenários estão sendo recrutados em três países que preferiu não mencionar. Assegurou, além disso, que o Executivo venezuelano não tem "nenhuma informação que haja funcionários do atual governo do presidente (Barack) Obama" envolvidos. "Por isso, o presidente Nicolás Maduro lhe pediu que investigue", acrescentou Jaua ao reiterar o pedido a Obama para que averigue o caso, ao indicar que os Estados Unidos têm "mais instrumentos de inteligência e verificação para acabar com essa loucura". Na segunda-feira, Maduro voltou a pedir publicamente ao governo de Obama para investigar uma conspiração contra Capriles, supostamente orquestrada por funcionários do Pentágono e da CIA, junto com os ex-embaixadores Reich e Noriega. Jaua assegurou que estes planos querem "enxertar a violência na Venezuela e promover posteriormente uma intervenção estrangeira" no país, como aconteceu com a Líbia. Por sua vez, Capriles disse na segunda-feira que estas denúncias só buscam "distrair" a atenção, gerando "cortinas de fumaça" para não falar dos problemas do país. No próximo dia 14 de abril, a Venezuela realiza eleições para escolher o sucessor do presidente Hugo Chávez, que morreu no último dia 5 de março, vítima de um câncer que o afetou por cerca de dois anos. EFE csc/rsd







