Venezuelanos, sem filas e com esperança de paz, elegem seu novo presidente
Internacional|Do R7
Laura Barros. Caracas, 14 abr (EFE).- Sem as filas que marcaram a eleição de 7 de outubro do ano passado, os venezuelanos votaram neste domingo esperançosos e com desejos de paz no primeiro pleito em 14 anos sem a presença do falecido presidente Hugo Chávez. Seis meses depois de cerca de 19 milhões de venezuelanos partiparem da votação presidencial, neste domingo se abriram novamente os centros eleitorais para definir o sucessor de Chávez entre seu candidato, Nicolás Maduro, e o líder opositor, Henrique Capriles, derrotado em outubro pelo então governante. Na maioria dos colégios eleitores percorridos pela Agência Efe havia menos cidadãos do que no pleito anterior. O processo de votação transcorria sem incidentes. Após anos das tradicionais polêmicas sobre Chávez, que governou a Venezuela de 1999 até quase sua morte, em 5 de março, as conversas nos arredores das zonas eleitorais giravam em torno de detalhes técnicos da votação. "Tenho muita esperança", declarou à Efe Cecilia Gracia, uma dona de casa de 55 anos que votou em Caracas. Para ela, ao contrário do constatado pela imprensa, nesta eleições o número de participantes era maior, e o processo de voto mais rápido. Em uma das maiores zonas eleitoras do município Libertador, no distrito de Caracas, Luz Hernández, uma administradora de empresas de 72 anos, observou uma "pouca afluência" de pessoas, atribuída ao fato de ainda ser "cedo" e da votação ser "mais rápida". "Tenho as melhores expectativas, a de todos os venezuelanos. Estou motivada para votar", disse. O panorama era parecida no município Chacao, no leste de Caracas, onde 7.900 eleitores estão inscritos e a votação se desenvolvia sem tumultos. "Há uma boa afluência de pessoas, esta é uma mesa com cerca de 500 eleitores e já vieram aproximadamente 110", disse à Efe o mesário Nerio Noguera. O funcionário atribuiu a presença menor de pessoas na zona em relação a outrubro devido à agilidade do processo ou ao fato dos eleitores terem esperado para votar mais tarde. Noguera, inclusive, não descartou que a menor presença se devesse a "estratégias políticas", ao se referir às mensagens dos setores opositores que recomendaram distribuir a votação ao longo do dia. Ao convidar os venezuelanos a votar, Carlos Ocaríz, diretor nacional da campanha do líder opositor Henrique Capriles, disse que realmente tinha aconselhado os eleitores a votarem espaçadamente. Em Chacao, Antonia Vargas, uma mãe de família desempregada, pediu que nesta jornada os cidadãos "sejam transparentes" e "honestos" e que se não se fizer a "justiça dos homens, será feita a divina". Perto dela, a aposentada Lourdes Meneses afirmou que o "mundo inteiro" deve saber que na Venezuela não está vivendo "nenhum paraíso". "Que ganhe o progresso e que amanhã despertemos em um país melhor", pediu, por sua parte, o designer Arnaldo Acosta. EFE lb-rp/dk (vídeo) (foto)










