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Vice-chanceler do Irã diz que europeus serão ‘alvos legítimos’ se entrarem na guerra

Autoridade iraniana acusou os Estados Unidos de abandonarem negociações diplomáticas

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Vice-ministro das Relações Exteriores do Irã alerta que países europeus podem ser alvos legítimos se se juntarem aos EUA e Israel na guerra.
  • Teerã considera o conflito uma guerra imposta e continua a se defender.
  • Acusações de que os EUA abandonaram negociações diplomáticas sobre o programa nuclear, que estavam em progresso.
  • Irã vê bases e ativos militares americanos na região como alvos legítimos em caso de ações militares contra o país.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pássaros voam enquanto a fumaça sobe após uma explosão, depois que Israel e os EUA lançaram ataques contra o Irã, em meio ao conflito entre EUA e Israel.
Vice-chanceler diz que países vizinhos foram alertados de que bases dos EUA poderiam ser atingidas WANA (West Asia News Agency) via Reuters - 02.03.2026

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Majid Takht-Ravanchi, afirmou que países europeus podem se tornar “alvos legítimos” caso participem da ofensiva militar contra o país ao lado dos Estados Unidos e de Israel. Em entrevista à emissora France 24, ele disse que Teerã já alertou governos europeus sobre as consequências de um eventual envolvimento no conflito.

“Já informamos os europeus e todos os outros de que devem ter cuidado para não se envolver nessa guerra de agressão contra o Irã”, afirmou. Segundo o diplomata, caso algum país “se junte à agressão contra o Irã ao lado dos Estados Unidos e de Israel, certamente também será um alvo legítimo para retaliação iraniana”.


Takht-Ravanchi reiterou que Teerã considera o conflito uma guerra imposta ao país e afirmou que o governo iraniano continuará a se defender. “Nós não iniciamos esta guerra de agressão. Ela foi imposta a nós e continuaremos a defender nosso povo da melhor forma possível”, declarou.

O vice-chanceler também acusou Washington de abandonar negociações diplomáticas que estavam em andamento sobre o programa nuclear iraniano. Segundo ele, a rodada mais recente de conversas em Genebra havia registrado “progresso significativo” e as partes planejavam dar continuidade às discussões nos dias seguintes.


“Estávamos negociando de boa-fé e fizemos o nosso melhor para chegar a uma conclusão satisfatória. Menos de 48 horas depois do fim das conversas, o governo americano, com a ajuda do regime israelense, iniciou uma agressão contra o Irã”, disse. Takht-Ravanchi também afirmou que os Estados Unidos “traíram não apenas o Irã, mas a própria diplomacia” ao lançar ataques enquanto as negociações estavam em curso.

O diplomata reiterou ainda que bases e ativos militares americanos na região são considerados alvos legítimos por Teerã. Segundo ele, países vizinhos haviam sido alertados previamente de que instalações dos EUA em seus territórios poderiam ser atingidas caso Washington participasse de ações militares contra o Irã.

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