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Vítima de estupro na Somália é libertada

Jornalista que supostamente divulgou o caso passará seis meses na prisão

Internacional|Do R7

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A vítima de estupro não chegou a ser presa depois do veredicto em primeira instância pois estava amamentando seu bebê
A vítima de estupro não chegou a ser presa depois do veredicto em primeira instância pois estava amamentando seu bebê Mohamed Abdiwahab/AFP

Um Tribunal de Apelações de Mogadíscio libertou neste domingo (3) uma somali que inicialmente foi condenada a um ano de prisão por afirmar que havia sido estuprada por membros das forças de segurança, e o jornalista que supostamente divulgou sua história teve reduzida pela metade sua condenação a doze meses de prisão.

"Depois de ter reunido as provas, a corte considerou que o jornalista enganou a vítima para obter uma entrevista, por isso a corte ordena a libertação da mulher, enquanto que o jornalista deverá passar seis meses na prisão por ultraje às instituições", anunciou o juiz Hassan Mohamed Ali.


A vítima de estupro, que não chegou a ser presa depois do veredicto em primeira instância pois estava amamentando seu bebê, deixou o tribunal livre.

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Já o jornalista independente Abdiaziz Abdinuur, que trabalha para várias rádios somalis e que estava preso desde janeiro, foi levado para a prisão central de Mogadíscio.


Abdinuur jamais difundiu a entrevista com a mulher, em um caso que foi seguido de perto pelas Nações Unidas e as organizações de defesa dos Direitos Humanos, que consideram que se trata de uma tentativa de impedir as vítimas de violações de denunciar a agressão e de amedrontar os jornalistas de investigar a respeito.

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