Logo R7.com
RecordPlus

Ação questiona dados da Renova sobre reparação em Mariana (MG)

Órgãos afirmam que a fundação criada após o rompimento da Samarco estaria divulgando informações "imprecisas"

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Tragédia matou 19 pessoas em 2015
Tragédia matou 19 pessoas em 2015

Instituições de Justiça que atuam no caso Samarco moveram uma ação civil pública contra a Fundação Renova, criada para administrar a reparação de danos da tragédia de Mariana, a 110 km de Belo Horizonte, questionando informações divulgadas pela instituição sobre a recuperação das área afetadas.

Segundo os órgãos envolvidos na ação, três campanhas da fundação contêm “informações imprecisas, dúbias, incompletas ou equivocadas, noticiando o restabelecimento de uma ‘normalidade’ inexistente, em temas fundamentais para a população, como a qualidade da água e do ambiente aquático, recuperação de nascentes e bioengenharia, recuperação econômica, indenização, reassentamento e concentração de rejeitos".


O documento é pelos Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU), Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais (DP-MG), Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo (DP-ES) e Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Nele, o grupo pede que a empresa seja impedida de divulgar as campanhas questionadas.

Procurada, a Renova disse que ainda não foi notificada sobre a ação e que vai se manifestar dentro do prazo legal. A fundação ainda defendeu que atende as normas estabelecidas pela Justiça para manter a divulgação acessível para a população sobre as ações relacionadas à reparação dos danos causados pelo rompimento.


Tragédia de Mariana (MG)

A barragem de Fundão, da mineradora Samarco, sociedade da Vale e da australiana BHP Billinton, rompeu no dia 5 de novembro de 2015, em Mariana, a 110 km de Belo Horizonte. Três distritos da cidade foram distruídos, entre eles, Bento Rodrigues, varrido pela lama de rejeito.


Dezenove pessoas morreram e mais de 300 famílias ficaram desabrigadas. A onda de rejeito atingiu o Rio Doce, chegando ao Oceano Atlântico pelo litoral do Espírito Santo.

Leia a íntegra da nota Renova:


"A Fundação Renova entende que o cenário da reparação é complexo e demanda espaço para o debate esclarecido e bem informado dos múltiplos agentes envolvidos - atingidos, academia, autoridades, sociedade e a própria Fundação Renova -, refutando qualquer alegação de informação inverídica.

A Fundação Renova informa que os valores utilizados para as ações pagas de mídia são oriundos dos recursos administrativos da Fundação, que não são os destinados aos programas de reparação e compensação. Ter acesso às informações e aos dados da reparação é um direito de toda a sociedade e dever previsto na Cláusula 60 do TTAC, que determina promover “acesso à informação ampla, transparente, completa e pública, em linguagem acessível, adequada e compreensível a todos os interessados, como condição necessária à participação social esclarecida”.

As ações de comunicação e a utilização de publicidade paga destinam-se, portanto, a difundir, para atingidos, sociedades atingidas e amplos segmentos da sociedade brasileira, os dados sobre a reparação. São maneiras de ampliar o acesso às informações e o debate sobre as ações em andamento na bacia do Rio Doce para diversos segmentos sociais. Com relação à Ação Civil Pública, a Fundação Renova não foi citada até o momento e se manifestará no prazo legal."

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.