Acusado de matar fisiculturista em BH é julgado nesta quinta (19)
Cabo Fabiano Leite é um dos quatro indiciados pelo crime, três já foram condenados; julgamento acontece nesta manhã
Minas Gerais|Andréa Silva, da Record TV Minas

Após quase cinco anos, o cabo da Polícia Militar que trabalhava de segurança na boate Hangar 677, no bairro Olhos D'Água, na região oeste de Belo Horizonte, vai a julgamento pela morte do fisiculturista Allan Guimarães Pontello, em setembro de 2017. O júri está previsto para começar às 9h desta quinta-feira (19) no bairro Barro Preto, na região central da capital.
O cabo Fabiano Leite é um dos quatro indiciados pelo crime - três já foram condenados. O julgamento do militar estava marcado para o ano passado, mas foi adiado após Fabiano testar positivo para Covid-19. Allan Guimarães, de 25 anos, foi morto na madrugada de 2 setembro de 2017, vítima de espancamento e asfixia, segundo laudos periciais.
Cinco pessoas foram indiciadas no inquérito policial, mas o Ministério Público aceitou denúncia de quatro dos acusados. Três seguranças já foram condenados pelo menos em primeira instância pela morte do fisiculturista. William da Cruz Leal e Carlos Felipe Soares foram condenados a 15 anos de prisão em 2020. Já Paulo Henrique Pardim de Oliveira foi condenado em novembro do mesmo ano a 11 anos de prisão.
Já o chefe da segurança da boate, Delmir Araújo Dutra, foi absolvido em dezembro do ano passado no julgamento que seria conjunto com o de Fabiano, que vai para o banco dos réus nesta quinta-feira (19), no 3º Tribunal do Júri de Belo Horizonte. Fabiano Leite será julgado por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, com emprego de asfixia ou tortura e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Atualmente, o réu aguarda o julgamento em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica. Segundo a denúncia apresentada pelo MPMG, Fabiano estava armado no local da revista e agiu de forma intimidatória para impedir que a vítima fosse socorrida.
O crime
As investigações do Ministério Público concluíram que a morte de Allan Pontello ocorreu após ação truculenta dos seguranças. Na época, os acusados alegavam, no Boletim de Ocorrência, que teriam flagrado a vítima com drogas no interior da boate e que ele teria caído após tentar fugir pulando as grades da casa noturna.
No entanto, a investigação policial concluiu que os seguranças viram o fisiculturista no banheiro, o acusaram de comercializar drogas no local e o levaram para uma área restrita da boate onde o espancaram até a morte. O laudo de necropsia apontou como causa da morte "asfixia mecânica por constrição extrínseca do pescoço", além de diversas lesões no corpo.















