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Após crime em BH, especialista orienta como contratar profissionais com segurança

Nesta quinta (02), ao ser presa, diarista confessou ter matado a facadas casal de idosos na capital mineira

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7 e Pablo Nascimento, da RECORD Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O assassinato de um casal de idosos em Belo Horizonte levantou discussões sobre a segurança na contratação de profissionais domésticos.
  • A principal suspeita, a diarista Paola Stephany, confessou ter dopado e matado o casal, roubando joias e objetos de valor.
  • Especialistas recomendam verificar referências e antecedentes criminais antes de contratar, além de realizar entrevistas e checagens básicas.
  • Segurança ativa e passiva são essenciais; câmeras ajudaram a identificar a suspeita e avançar nas investigações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Casal de idosos foi morto por diarista durante seu primeiro dia de trabalho em BH Notícias ao Minuto

O assassinato do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, região Centro-Sul de Belo Horizonte, reacendeu o debate sobre os cuidados na contratação de profissionais para trabalhar dentro de casa.

A principal suspeita do crime, a diarista Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, confessou à Polícia Civil ter dopado o casal com um medicamento de uso controlado antes de matá-los a facadas e fugir levando joias, celulares e outros objetos de valor.


Diante da repercussão do caso, especialistas alertam que, embora situações como essa sejam raras, alguns cuidados podem reduzir riscos durante a contratação de pessoas para trabalhar no ambiente doméstico. No entanto, as orientações de segurança têm caráter preventivo e buscam reduzir riscos, mas não garantem que um delito seja evitado. Assim como em qualquer outro tipo de violência, a culpa jamais recai sobre a vítima, independentemente das medidas adotadas.

Conhecer quem entra na residência

Para o especialista em segurança Jorge Tassi, a principal vulnerabilidade está justamente em permitir a entrada de pessoas sem conhecer seu histórico.


“O grande determinante de situações de risco é colocar uma pessoa dentro de casa sem saber quem ela é”, afirma.

Segundo ele, não é possível prever comportamentos criminosos, mas existem medidas que ajudam a tornar a contratação mais segura. Entre elas está a busca por referências profissionais.


“É importante verificar se existe algum histórico criminal, buscar indicações de pessoas que já contrataram esse profissional e conversar antes da contratação para conhecer melhor quem vai entrar no ambiente familiar”, explica.

O especialista afirma que até mesmo um processo seletivo simples, com entrevista e checagem de informações básicas, pode fazer diferença.


Segurança antes e depois

Tassi também diferencia dois conceitos importantes: segurança ativa e segurança passiva. A segurança ativa reúne medidas adotadas antes da contratação para evitar que o problema aconteça, como verificar documentos, solicitar referências e confirmar informações sobre o profissional.

Já a segurança passiva é composta por recursos que ajudam na identificação dos autores caso um crime aconteça, como câmeras de monitoramento. No caso do casal de idosos, as imagens do circuito interno foram fundamentais para reconstruir os passos da suspeita.

“Foi a segurança passiva que permitiu identificar a autora, os objetos que ela carregava e contribuiu diretamente para o avanço das investigações”, explica.

Consulta de antecedentes

Outra orientação é solicitar documentos que demonstrem a idoneidade do profissional. “É totalmente possível pedir que a pessoa apresente um atestado de antecedentes criminais. Hoje existem ferramentas que permitem fazer consultas utilizando o nome completo e o CPF”, afirma.

Segundo o especialista, esse tipo de verificação não elimina totalmente os riscos, mas oferece mais elementos para uma contratação consciente.

Atenção aos sinais

Jorge ressalta, no entanto, que nenhuma medida é capaz de prever completamente comportamentos violentos. Ele destaca que alterações importantes de comportamento e sinais de sofrimento psíquico também merecem atenção.

“A saúde mental precisa ser um foco de atenção. Quando existem sinais importantes de instabilidade, o ideal é buscar orientação de profissionais especializados”, afirma.

Caso segue em investigação

De acordo com a Polícia Civil, Paola Stephany confessou ter colocado quatro comprimidos de um calmante de uso controlado no suco servido às vítimas antes de atacá-las. Ela foi presa em um hotel em Itabira, na região Central de Minas, nesta quinta-feira (01), acompanhada do filho de seis anos.

As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do crime e apurar se a diarista contou com a ajuda de um comparsa na fuga e na ocultação dos objetos roubados.

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