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Após Zema vetar reajuste, professores de MG mantêm greve

Profissionais cobram o pagamento do Piso Salarial Nacional da categoria e estão de braços cruzados desde o dia 9 de março

Minas Gerais|Dara Russo*, do R7

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Greve da categoria completa 29 dias
Greve da categoria completa 29 dias

Após a realização de uma nova assembleia, os servidores da Rede Estadual de Educação de Minas Gerais anunciaram, nesta quarta-feira (6), que a greve da categoria está mantida por tempo indeterminado. Os profissionais, que estão de braços cruzados desde o dia 9 de março, reivindicam ao governo do Estado o cumprimento do Piso Salarial da Educação.

Esta foi a primeira reunião dos trabalhadores em educação desde que o governador Romeu Zema (Novo) vetou o reajuste salarial extra proposto pelos servidores públicos e aprovado pela ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais), na última quarta-feira (30).


"A categoria está mobilizada para a derrubada dos vetos do governador ao PL 3.568/2022, os quais retiram do projeto de lei as emendas que resguardam a aplicação do reajuste do Piso Salarial referente ao ano de 2022 (33,24%) e a anistia da greve", afirmou em nota o Sind-UTE/MG (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais).

Uma nova reunião dos servidores que decidirá os rumos da greve será realizada na próxima terça-feira (12).


A greve

Nesta quarta-feira (6), a categoria completa 29 dias de greve e o sindicato afirma que o movimento já atinge 85% da Rede Estadual de Educação. De acordo com a entidade sindical, o valor mínimo que um professor dos anos iniciais deve receber é R$ 3.845,63, mas em Minas Gerais a remuneração é de R$ 2.135,64. Por isso, a categoria cobra o pagamento do Piso Salarial Nacional.


No dia 9 de março, o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) determinou o fim da greve da categoria e, em caso de desrespeito à decisão, seria aplicada uma multa diária de no valor de R$ 100.000,00. Por meio de nota, a corte afirmou que o sindicato recorreu da decisão. "O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação entrou com recurso e o processo está concluso com o relator, desembargador Raimundo Messias Junior, portanto ainda não houve cobrança de multa", pontuou o TJMG em nota.

Na última quarta-feira (30), o PL (Projeto de Lei) 3.568/22, de autoria do governador Romeu Zema (Novo), que originalmente concede revisão salarial de 10,06% para todos os servidores públicos civis e militares do Poder Executivo foi aprovado com alterações na ALMG. Entre as alterações aprovadas, está a aplicação do piso do magistério para os trabalhadores da educação, com um índice adicional de 33,24%. 


Nesta segunda-feira (4), Zema aprovou somente o aumento de 10,06% já previsto no texto original de sua autoria e rejeitou os percentuais adicionais concedidos. 

*Estagiária sob supervisão de Bruno Menezes

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