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Assembleia de Minas aprova 2ª parte da reforma da Previdência

Projeto de Lei Complementar aprovado prevê mudança nas alíquotas de contribuição previdenciária e a criação de uma nova autarquia 

Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7

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Reforma foi entregue pelo governador Romeu Zema
Reforma foi entregue pelo governador Romeu Zema

A Assembleia de Minas aprovou, nesta quarta-feira (2), a segunda parte da reforma da Previdência enviada pelo Governo de Minas ao Legislativo. Dessa vez, os deputados aprovaram o texto do PLC (Projeto de Lei Complementar) 46/20, que prevê as novas alíquotas de contribuição para os servidores públicos estaduais. 

O projeto foi aprovado por 50 votos a favor e 20 contrários. Agora, o texto volta para a Comissão de Administração Pública e, depois, é votado, novamente, em Plenário. 


O texto que passou em primeiro turno na Assembleia é diferente do que foi proposto pelo governador Romeu Zema (Novo). A principal mudança é na alíquota de contribuição previdenciária. 

A gestão de Zema havia proposto aumento da cobrança para todas as categorias. Hoje, os servidores tem 11% dos salários descontados para o regime de previdência. Com a proposta de Zema, seriam criadas novas faixas de alíquotas, que variava de 13% para 19%, conforme o salário do servidor. No entanto, os deputados alteraram o texto e aprovaram as faixas que vão de 11% a 16%. 


Confira as alíquotas por faixa salarial: 

até R$1.500 - 11%;


de R$1.500,01 até R$2.500 - 12%;

de R$2.500,01 até R$3.500 - 13%;


de R$3.500,01 até R$4.500 - 14%;

de R$4.500,01 até R$5.500 - 15%;

de R$5.500,01 até R$6.101,06 - 15,5%;

e acima de R$6.101,06 - 16%.

O texto aprovado em primeiro turno pelo Plenário da Assembleia manteve, no entanto, diversas previsões do projeto original. Entre eles, a cisão do Ipsemg (Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais) e a criação de nova autarquia para gerir a previdência no Estado, a MGPrev. Com isso, o Ipsemg passará a se encarregar apenas da assistência à saúde dos servidores.

Emendas rejeitadas

Em plenário, os deputados rejeitaram uma série de emendas apresentadas nas comissões. Uma delas é a que prevê a possibilidade de uma cobrança extra aos servidores caso a conta da Previdência estadual não feche. Com isso, a medida valerá, caso a proposta seja aprovada em segundo turno e para aposentados ou pensionistas que recebem mais de três salários mínimos. 

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