Caso Laudemir: Assembleia Legislativa de Minas realiza hoje audiência pública sobre morte de gari
Nesta segunda (19), pela primeira vez desde que foi preso, principal suspeito confessou o crime
Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7
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A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza, nesta quarta-feira (20), a audiência pública “Justiça por Laudemir”, que vai discutir as circunstâncias e os desdobramentos do assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, morto em Belo Horizonte no último dia 11 de agosto.
A reunião, marcada está para acontecer às 15h30 no auditório da ALMG, será presidida pela deputada estadual Bella Gonçalves (PSOL), presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Casa.
A audiência contará com a presença de familiares de Laudemir, além de representantes da Polícia Civil e da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU).
Debate sobre direitos humanos
Segundo a parlamentar, o encontro será um espaço para que a família possa expressar sua dor, cobrar justiça e exigir respostas institucionais. O objetivo é também debater a violação de direitos humanos revelada pelo crime e discutir medidas de proteção aos trabalhadores da limpeza urbana, expostos a riscos constantes no exercício de suas funções.
Entre os pontos que devem ser abordados estão os mecanismos de responsabilização e prevenção da violência, a necessidade de fortalecimento das políticas públicas e o enfrentamento das ideologias que alimentam a exclusão social.
Caso de comoção nacional
Nesta segunda-feira (19), pela primeira vez desde que foi preso, o principal suspeito de matar o gari, Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, confessou o crime. A revelação foi feita durante depoimento.
A confissão aconteceu após Renê ter acesso ao laudo balístico, que comprova que o tiro saiu da arma que ele transportava dentro do carro e às imagens que o colocaram na cena do crime, além das informações passadas por testemunhas, que o reconheceram como o assassino do gari Laudemir.
Segundo fontes ligadas à investigação, o empresário declarou que a intenção era atirar para o alto, mas que acabou apontando a arma para frente para tentar intimidar o grupo. Segundo o que Renê contou à polícia, o disparo teria sido acidental e atingiu exatamente o gari que não estava discutindo com ele, Laudemir. Ainda segundo Renê, ele não teria visto que atirou no gari e por isso foi embora do local.
Ainda nesta segunda, os três advogados renunciaram à defesa do suspeito. Ele foi comunicado sobre a mudança e deve contratar outro defensor em breve.
Imagens
Imagens de câmeras de segurança flagraram o carro do empresário deixando o local do crime logo após o disparo. Pouco depois, às 10h30 da manhã, Renê aparece em outro vídeo conversando com colegas de trabalho na empresa localizada em Betim, na Grande BH.
Ele vai de mesa em mesa, cumprimenta um e outro e sai sorrindo. Por volta das 12h30, Renê saiu da empresa. Às 13h41, ele chegou no apartamento de luxo onde mora, em Nova Lima, na região metropolitana. Neste momento, o empresário estava com arma na mão. Ele guardou a pistola na mochila e entrou no prédio. Depois foi passear com os cachorros na área comum do condomínio.
O empresário alegou que só teria descoberto o que aconteceu quando foi abordado por policiais militares, já durante o treino em uma academia na capital mineira.
Homenagens
No velório de Laudemir de Souza Fernandes, na terça-feira (13), familiares e amigos prestaram homenagem vestindo uniformes de gari, refletindo o orgulho que Laudemir tinha por seu trabalho. O enterro de Laudemir foi seguido por um cortejo emocionado e protestos por justiça, com amigos e familiares clamando por punição ao responsável.
No último domingo (17), garis, familiares e torcedores do Cruzeiro se reuniram no estádio Independência, para homenagear Laudemir. A manifestação, durante um jogo do time feminino do Cruzeiro, foi uma forma de não deixar a morte de Laudemir ser esquecida.
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