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Avião do mesmo modelo já acionou paraquedas após pane na Grande BH em 2023

Nesta terça-feira (25), outro Cirrus SR22 acionou o sistema antes de pouso de emergência em Mateus Leme

Minas Gerais|Cler Santos, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Em março de 2023, um Cirrus SR22 perdeu potência e acionou o paraquedas na Grande BH, sem feridos entre os seis ocupantes.
  • O incidente ocorreu no bairro Morro Vermelho, entre Sabará e Caeté, com a aeronave PS-VAC transportando quatro adultos e duas crianças.
  • Nesta terça-feira (25), outro Cirrus SR22, matrícula PR-VMI, caiu em Mateus Leme após pane, explosão e princípio de incêndio, com o piloto acionando o paraquedas.
  • A Força Aérea Brasileira iniciou investigação para identificar fatores que contribuíram para o acidente recente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Aeronave foi danificada
As seis pessoas que estavam a bordo, entre elas duas crianças, saíram ilesas RECORD Minas/ Reprodução

Um acidente envolvendo uma aeronave do mesmo modelo do avião que caiu em Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta terça-feira (25), terminou sem feridos há pouco mais de três anos. Em março de 2023, um Cirrus SR22 perdeu potência durante um voo na Grande BH e o piloto acionou o paraquedas da própria aeronave. As seis pessoas que estavam a bordo, entre elas duas crianças, saíram ilesas.

O caso aconteceu em 11 de março de 2023, na região do bairro Morro Vermelho, entre Sabará e Caeté. A aeronave, de matrícula PS-VAC, transportava quatro adultos, uma criança de 3 anos e um recém-nascido de apenas três dias.


Segundo informações divulgadas na época, o avião sofreu uma perda abrupta de potência do motor durante o voo. O piloto chegou a tentar procedimentos para recuperar o funcionamento e decidiu retornar ao Aeroporto da Pampulha, de onde havia decolado.

Durante a tentativa, porém, o comandante percebeu que a aeronave não teria altitude e alcance suficientes para chegar à pista apenas planando. Diante da situação, decidiu acionar o sistema de paraquedas do avião.


Em um áudio divulgado à época em um grupo de pilotos de Cirrus, o comandante relatou os momentos que antecederam a decisão.

“Tentei voltar pra Pampulha, mas na hora que eu vi, eu tava a 5 mil e poucos pés, estava a 5 minutos da pista, não ia chegar”, afirmou.


Foi então que o piloto acionou o paraquedas. “Graças a Deus eu olhei, falei que não ia chegar e puxei paraquedas”, contou.

O dispositivo permitiu que o avião realizasse uma descida controlada e chegasse ao solo com menor impacto. As seis pessoas que estavam a bordo ficaram conscientes e orientadas e não apresentaram ferimentos. Na ocasião, o Corpo de Bombeiros destacou que o sistema foi fundamental para reduzir a gravidade da ocorrência.


Novo caso aconteceu nesta terça-feira

Mais de três anos depois, outro Cirrus SR22 utilizou o mesmo sistema de segurança durante uma emergência na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Nesta terça-feira (25), a aeronave de matrícula PR-VMI caiu em uma área de mata no Distrito de Serra Azul, em Mateus Leme. O avião havia decolado do Aeroporto da Pampulha por volta das 7h45 e, segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros, realizava um voo intermunicipal para uma possível manutenção.

Durante o trajeto, a aeronave teria apresentado uma pane, seguida de uma pequena explosão e um princípio de incêndio. O piloto, de 29 anos e único ocupante, acionou o paraquedas da própria aeronave e realizou um pouso de emergência.

Segundo o Aeroporto da Pampulha, durante a operação de decolagem não houve comunicação do piloto com a Torre de Controle relatando emergência, pane ou qualquer outra ocorrência.

Após a queda, moradores retiraram o piloto do avião em segurança. Conforme os bombeiros, ele estava consciente e orientado, sem escoriações e sem queixas de dores. O Samu classificou o estado de saúde como moderado e encaminhou o homem para o Hospital João 23, em Belo Horizonte.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III) foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência. A investigação deverá buscar possíveis fatores que contribuíram para o acidente.

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