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Bailarina que quase perdeu audição ensina balé a meninas surdas em BH

Wilmara Marliére utiliza uma técnica com placas de metal para introduzir alunas à dança

Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

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A dançarina passou por quatro cirurgias
A dançarina passou por quatro cirurgias
As meninas começam a "ouvir" através de uma vibração
As meninas começam a "ouvir" através de uma vibração

Uma bailarina que quase perdeu a audição ensina meninas surdas a dançar em Belo Horizonte. A história de Wilmara Marliére é repleta de superação: agora ela ajuda meninas que nunca ouviram a apreciar a música.

A dançarina descobriu na infância que tinha a síndrome de Arnold Chiary, que acomete os movimentos de todo o corpo e compromete o cérebro. Ela quase ficou tetraplégica, mas depos de quatro cirurgias conseguiu voltar a ativa.


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Porém, não foram só as operações que a fizeram voltar para o balé. A força de vontade e a paixão também foram fundamentais.


— Eu lembro quando acabou a cirurgia que eu falei com o doutor e perguntei: "Eu vou dançar de novo?". Eu não perguntei se ia andar de novo.

Wilmara recuperou grande parte da audição e aprendeu a ler lábios. A bailarina encontrou a saída para a surdez com a ajuda de uma técnica aplicada com placas de metal inédita no Brasil.


— As placas trensmitem o som que vem da caixa para o corpo e para o ouvido. É uma vibração que, com o tempo, é como se fosse uma fisioterapia para o nervo auditivo que está lesado.

Por meio da vibração, as garotas conseguem perceber o ritmo das músicas. A professora conta que as aulas com as 20 meninas surdas são tomadas por novas emoções.


— Eu fui fazer a estimulação com elas perto da caixa de som e uma delas falou "mas eu não escuto nada". Eu falei para ela prestar atenção. Depois de meia hora ela já tava escutando. Veio com os olhos cheios d'água falando comigo que estava escutando.

Dois anos se passaram desde a última cirurgia da dançarina e agora Wilmara voltará aos palcos em julho no Sesc Palladium, no centro de Belo Horizonte.

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