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Incêndio atinge prédio abandonado e deixa mulher em estado grave em Belo Horizonte

Imóvel onde funcionava a antiga Telemig era alvo frequente de invasões e furtos; bombeiro também precisou de atendimento

Minas Gerais|Ana Paula Pedrosa, da RECORD Minas e Cler Santos, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Incêndio atingiu prédio abandonado no bairro Santo Antônio, Belo Horizonte, deixando uma mulher em estado grave e um bombeiro ferido.
  • O edifício, antiga sede da Telemig, era frequentemente invadido e alvo de furtos, o que preocupava a comunidade local.
  • Sete viaturas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas, e a operação foi dificultada pela estrutura interna do prédio e pela fumaça densa.
  • A Defesa Civil foi acionada para avaliar as condições estruturais do prédio, e a comunidade já havia alertado sobre o risco de tragédias no local.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sete viaturas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para combater as chamas
Sete viaturas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para combater as chamas RECORD Minas/ Reprodução

Um incêndio atingiu um prédio comercial abandonado no bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na tarde desse domingo (9). Uma mulher foi socorrida em estado grave e encaminhada ao Hospital João XXIII. Outras cinco pessoas que estavam no imóvel conseguiram deixar o local por conta própria.

O fogo começou por volta das 16h45 e tomou conta de parte do primeiro andar do edifício, localizado entre a rua Marabá e a avenida Prudente de Morais. Vídeos gravados pouco depois do início do incêndio mostram uma grande quantidade de fumaça preta saindo do prédio, onde funcionava a antiga telefonia Telemig, posteriormente Oi.


Sete viaturas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para combater as chamas. Durante o atendimento, a avenida Prudente de Morais precisou ser fechada temporariamente.

Segundo o capitão Sérgio Lamego Magalhães, do Corpo de Bombeiros, algumas das pessoas que estavam no imóvel já deixavam o prédio pelas janelas quando as equipes chegaram. O local costuma ser ocupado por pessoas em situação de rua.


Vítima localizada por câmera térmica

A mulher socorrida em estado grave foi encontrada durante as buscas realizadas pelos militares. Devido à grande quantidade de fumaça e à baixa visibilidade dentro do imóvel, os bombeiros utilizaram uma câmera térmica para localizar a vítima e retirá-la com segurança.

Ainda conforme a corporação, havia pessoas no primeiro, no segundo e no terceiro andares. O trabalho das equipes foi dificultado pela estrutura interna do prédio, formada por diversas salas, que precisaram ser vistoriadas uma a uma.


Um militar do Corpo de Bombeiros também precisou receber atendimento durante a operação. Não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde dele.

Por causa da fumaça e do forte cheiro que permaneceu na região, moradores de imóveis próximos foram orientados a deixar as casas temporariamente e manter portas e janelas abertas para facilitar a ventilação.


A enfermeira Adelaide Belga, que mora perto do edifício, procurou a casa de parentes e afirmou que não conseguiu retornar ao imóvel devido à intensidade da fumaça.

Prédio era alvo de invasões e furtos

O edifício já era motivo de preocupação para os moradores da região. No dia 27 de julho, uma equipe da RECORD Minas esteve no local e flagrou dois homens deixando o prédio com uma mala e uma sacola.

Outros vídeos gravados por moradores mostram movimentações no imóvel durante o dia e à noite. Em um dos registros, um homem sai carregando mangueiras. Em outro, um suspeito pula o portão enquanto um comparsa arremessa mochilas, que estariam com cabos, por cima do muro. Também há imagens de objetos sendo retirados pelas janelas e colocados em um carrinho de supermercado.

Moradores relatam que as invasões e os furtos de cabos de energia e de telefonia se tornaram frequentes. Eles afirmam ainda que o edifício passou a ser utilizado como ponto de apoio para invasões de imóveis vizinhos.

O tipo de material acumulado no interior do prédio pode ter contribuído para a propagação das chamas. No entanto, as causas do incêndio ainda não foram confirmadas e deverão ser apuradas.

Para os vizinhos, o episódio era uma “tragédia anunciada”. A comunidade afirma que cobra, há meses, providências para impedir novas invasões e garantir a segurança do imóvel.

Defesa Civil avalia estrutura

A Defesa Civil de Belo Horizonte foi acionada na noite de domingo para verificar as condições estruturais do edifício, localizado no número 1.001 da avenida Prudente de Morais.

Segundo o órgão, a realização da vistoria depende das condições de segurança no interior do prédio. A visibilidade reduzida, a presença de fumaça e a alta temperatura após o incêndio poderiam impedir o acesso imediato da equipe.

Caso a inspeção não pudesse ser realizada com segurança, a avaliação seria remarcada para quando o imóvel apresentasse condições adequadas de acesso.

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