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Camelôs desafiam decreto e covid-19 para trabalhar no centro de BH

Prefeito Alexandre Kalil prometeu que vai intensificar a fiscalização do comércio irregular nas ruas; infectologista alerta risco de contaminação

Minas Gerais|Raquel Rocha, da RecordTV Minas e Luíza Lanza*, do R7

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Camelôs podem aumentar risco de transmissão do vírus
Camelôs podem aumentar risco de transmissão do vírus

Na semana em que o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD) prometeu endurecer a fiscalização do comércio na capital, inclusive dos camelôs, a venda de produtos no meio da rua no centro e em bairros da capital mineira continua. 

No bairro Floresta, na região Leste, ou na Praça Sete, no Centro, os trabalhadores informais estão por todos os lados da cidade vendendo um pouco de tudo: cadarços, palmilhas, bijouterias e até máscaras de tecido.


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De acordo com Kalil, as medidas mais rígidas serão tomadas para evitar a ocupação desordenada da cidade e manter o isolamento social para conter a disseminação do novo coronavírus. Só estão autorizados a trabalhar vendendo produtos nas ruas as pessoas com deficiência.


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A Prefeitura de BH informou, ainda, que mais de dois mil agentes da Guarda Municipal estão realizando patrulhas para conter a atividade comercial ilegal. Além de ter a mercadoria apreendida pelos fiscais, quem for flagrado descumprindo a legislação pode ser multado em até R$ 2.034.

Disseminação


Do ponto de vista da saúde, a atuação dos trabalhadores informais pode ser perigosa. O infectologista Sidney Rodrigues explica que, mesmo que os camelôs não sejam do grupo de risco, eles podem estar favorecendo a transmissão do vírus.

— Essas pessoas estão trabalhando na rua sem condições de higiene adequadas, sem banheiro, sem pia para lavar as mãos. E os produtos delas também ficam expostos e são tocados por diversas pessoas, o que pode ser um espaço de transmissão do coronavírus. 


O especialista alerta que, para evitar uma sobrecarga no sistema de saúde, é preciso ter paciência e permanecer em quarentena por mais um tempo.

— É muito importante as pessoas terem consciência de que nós estamos agora no outono, daqui a pouco estaremos no inverno. Essa é a época mais fria e seca aqui na nossa região, o que favorece processos alérgicos da mucosa nasal. E essas alergias favorecem, também, que a gente receba o coronavírus ou outros vírus respiratórios.

*Estagiária do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli

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