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Candidatos denunciam vazamento de fotos em concurso de educação

Sindicato da categoria também acusa empresa responsável pela aplicação das provas de atraso 

Minas Gerais|Gabrielle Monteiro*, Do R7

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Participantes esperaram mais de uma hora para abertura dos portões
Participantes esperaram mais de uma hora para abertura dos portões

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) solicitou, através de nota, que o Governo do Estado preste explicações e investigue os problemas relacionados a aplicação das provas de concurso da Secretaria do Estado de Minas Gerais no último domingo (8). Segundo denúncia do sindicato, os candidatos que fizeram a prova na Pontifícia Universidade Católica no Coração Eucarístico, região noroeste de Belo Horizonte, foram prejudicados com atraso e vazamento de informações durante o período de avaliação.

O concurso oferece 16 mil vagas para cargo de professor de educação básica e 700 para especialista em educação básica. A prova estava prevista para começar as oito horas, porém teve um atraso de mais de uma hora.


A servidora pública federal aposentada, Ana Paula Parvinho, disse em entrevista ao Portal R7 que a orientação da prova era chegar uma hora antes do horário marcado para o início da avaliação. Como foi de transporte público, a servidora, que está de muletas, chegou 6h20 e esperou na porta da universidade a abertura dos portões. Ainda segunda Ana Paula, os portões se abriram apenas às 8h10, sem explicação do atraso, e os seguranças foram xingados e estavam assustados com a agressividade dos participantes que estavam estressados com a situação.

Ana Paula contou que dentro de sala a confusão continuou, mesmo após os procedimentos de distribuição da prova. O concurso teve início às 9h10.


— Na minha sala, o telefone de uma candidata tocou e ela disse que era para saber o horário de tomar remédio, os aplicadores deixaram. Muito desorganizado.

Ainda de acordo com Ana Paula, as pessoas não podiam sair com o gabarito, mas durante a prova várias fotos começaram a circular nas redes sociais com o conteúdo da avaliação.


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Em nota, a Fundação Mariana Resende Costa (Fumarc) esclareceu que o concurso teve problemas de logística.


“O material de apoio aos fiscais, com a lista de presença dos candidatos, que seria destinado a quatro escolas de Belo Horizonte, foi embarcado em veículo da Fumarc com outra rota de distribuição. Com isso, o veículo da Fumarc teve que retornar ao ponto de origem para a destinação correta do material de apoio.”

A empresa ainda informou que para garantir a mesma condição de realização da prova para todos participantes, o início do concurso só aconteceu quando todas as unidades estavam com o pacote nas devidas salas. A Fumarc ressalta que tem 40 anos de experiência na aplicação de concursos públicos e está investigando este caso.

* Estagiária do Portal R7, sob supervisão de Ana Gomes

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