Cervejaria rebate Governo e diz que água não está contaminada
Empresa contratou um especialista para fazer análises nos produtos encontrados dentro da fábrica em BH; companhia está interditada
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7, com Record TV Minas

A Backer apresentou, nesta terça-feira (21), os resultados de um estudo contratado pela própria empresa que indica que a água da cervejaria não estaria contaminada com substâncias anticongelantes conforme indicado pelo Ministério da Agricultura na última semana.
As análises foram feitas pelo professor Bruno Botelho, do departamento de química da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
Segundo o especialista, foram analisadas coletas de água feitas pela Backer no tanque de produção, no trocador de calor, no restaurante e na caixa d’água da fábrica que fica no bairro Olhos d’Água, na região Oeste de Belo Horizonte. Em nenhuma delas teria dado resultado positivo para o mono e dietilenoglicol.
Botelho afirma que também analisou lotes das cervejas que estão sendo investigadas e concluiu que notou uma diminuição na concentração da substância ao longo do tempo. O especialista defendeu, ainda, que seria necessário consumir 16 garrafas de 600 ml para haver uma intoxicação com morte.
Em nota, o Ministério da Agricultura afirmou que dispõe de procedimentos capazes de identificar tanto o monoetilenoglicol quanto o dietilenoglicol por meio de técnicas indicadas para a análise dessas substâncias e utilizadas pela agência americana FDA (Food and Drug Administration).
Ainda de acordo com a nota, foi por meio destas análises que os técnicos detectaram a presença dos contaminantes "na água residual do trocador de placas e no tanque de água utilizada para resfriamento de mosto."















