Com atraso, começa julgamento de dupla que matou três em show de pagode
Crime foi cometido em agosto de 2012; um dos autores já foi condenado a 23 anos de prisão
Minas Gerais|Do R7

Com quase duas horas de atraso, os dois últimos suspeitos de envolvimento na morte de três pessoas durante um show de pagode no bairro São Geraldo, região leste de Belo Horizonte, começaram a ser julgados nesta terça-feira (22). Outras 14 pessoas ficaram feridas no atentado.
Jean Paulo Santos da Fé, de 21 anos, o Jeanzinho, e Luciano Beiral de Oliveira, 37, conhecido como Tijolo, teriam dado cobertura para os dois bandidos que invadiram a casa de shows. A irmã de um dos réus é a primeira a ser ouvida. Ela foi arrolada como informante.
O crime foi motivado pela disputa por pontos de venda de drogas na região leste da capital. Cerca de 200 pessoas estavam no local no momento. Após os disparos, as pessoas correram apavoradas, tentando se refugiar no chão, no banheiro ou saindo do bar.
Os réus respondem por triplo homicídio, com agravantes de motivo torpe, perigo comum e mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, e dupla tentativa de homicídio.
Peter Gomes de Moura, de 25 anos, um dos autores que entrou no estabelecimento, foi julgado em novembro do ano passado. Ele foi condenado a 23 anos e quatro meses de prisão em regime inicialmente fechado. O quarto envolvido morreu em uma troca de tiros com a polícia.
Chacina
Rodrigo Luiz Marques Cerqueira, o Gão, e Peter Gomes de Moura invadiram a casa de shows enquanto recebiam cobertura de Tijolo e Jeanzinho. Gão, que estava com uma submetralhadora espanhola de calibre 9mm atirou diversas vezes contra o suspeito, que correu pelo estabelecimento. Os disparos acabaram atingindo várias outras pessoas inocentes, matando duas e ferindo outras 14.
Os suspeitos fugiram em uma moto, quando foram vistos por uma viatura do GATE. Após troca de tiros, Gão acabou baleado, morrendo no local.















