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Oito dias após morte de bebê, loja é flagrada vendendo linha chilena na Grande BH

Apreensão ocorreu em Contagem, cidade onde Ravi Dias, de 1 ano e 9 meses, morreu após ser atingido por uma linha cortante

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7 e Alice Souza, da RECORD Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Operação da Polícia Militar em Contagem resultou na prisão de um comerciante por vender linha chilena, material proibido em Minas Gerais.
  • A linha chilena é altamente cortante e já causou diversos acidentes, incluindo a morte do menino Ravi Oliveira Dias.
  • Após a morte de Ravi, a Guarda Civil de Contagem iniciou a "Operação Ravi" para intensificar a fiscalização contra o uso de linhas cortantes.
  • A comercialização de linhas cortantes é proibida e pode resultar em sanções criminais e administrativas para os comerciantes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Comercialização de linhas cortantes pode configurar diferentes crimes previstos na legislação brasileira Reprodução/RECORD Minas

Oito dias após a morte do pequeno Ravi Oliveira Dias, de 1 ano e 9 meses, uma operação da Polícia Militar resultou na prisão de um comerciante suspeito de vender linha chilena em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Cerca de 100 rolos do material foram apreendidos em uma loja de pipas no bairro Parque São João.

Segundo a PM, o proprietário do estabelecimento, um homem de 37 anos, mantinha as linhas cortantes armazenadas em um espaço da loja. A apreensão ocorreu após uma denúncia anônima informar que o material proibido estava sendo comercializado no local.


A linha chilena é considerada ainda mais cortante do que o cerol e tem venda, fabricação e armazenamento proibidos em Minas Gerais. O material representa risco para motociclistas, ciclistas e pedestres e já foi responsável por diversos acidentes graves no estado.

A operação acontece em meio à comoção provocada pela morte de Ravi, atingido no pescoço por uma linha chilena enquanto brincava em frente de casa, no bairro Arvoredo II, em Contagem.


Caso Ravi

O acidente aconteceu no dia 27 de maio. De acordo com as investigações, a criança estava sentada em um velotrol quando uma motocicleta passou pela rua e acabou se enroscando em uma linha chilena. Com o movimento da moto, a linha foi esticada e atingiu o pescoço do menino.

Ravi sofreu um corte profundo e foi levado às pressas para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.


Na última sexta-feira (29), a Justiça concedeu liberdade provisória ao jovem de 19 anos apontado como responsável pela linha. Conforme a decisão judicial, ele não poderá deixar Contagem sem autorização e deverá comparecer à Justiça a cada dois meses.

Segundo a Polícia Militar, o jovem admitiu que utilizava linha chilena para soltar pipa na região.


Operação Ravi

Após a morte da criança, a Guarda Civil de Contagem lançou a chamada “Operação Ravi contra uso de cerol e linha chilena”. A ação começou no último domingo e tem como objetivo intensificar a fiscalização contra o uso e a comercialização de linhas cortantes.

Somente no primeiro dia de operação, mais de 60 carretéis de cerol e linha chilena foram apreendidos. A previsão é que as fiscalizações ocorram todos os fins de semana.

Venda pode gerar prisão e multas

Além de proibida, a comercialização de linhas cortantes pode configurar diferentes crimes previstos na legislação brasileira.

Entre os enquadramentos possíveis está o crime contra as relações de consumo, previsto na Lei nº 8.137/1990, cuja pena varia de dois a cinco anos de detenção ou multa. Dependendo da situação, a conduta também pode ser enquadrada como crime contra a saúde pública.

Além das sanções criminais, comerciantes flagrados vendendo o material podem sofrer multas administrativas, apreensão dos produtos e até cassação do alvará de funcionamento.

O homem preso em Contagem foi encaminhado para a delegacia, onde o caso será investigado pela Polícia Civil.

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