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Começa segundo dia de julgamento de ex-policiais acusados de executar tio e sobrinho em BH

O previsto é que a sentença saia ainda nesta quarta

Minas Gerais|Do R7

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Réus são julgados no 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte
Réus são julgados no 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte

Por volta das 9h da manhã desta quarta-feira (19), começou o segundo dia de julgamento dos dois ex-soldados da Polícia Militar que são acusados de executar tio e sobrinho no Aglomerado da Serra, na região centro-sul de Belo Horizonte.

Jason Ferreira Paschoalino e Jonas David da Silva estão sentados no banco dos réus, no 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, no Fórum Lafayette.


O previsto é que a sentença saia ainda nesta quarta, quando outras seis testemunhas serão ouvidas, além dos ex-soldados. Depois dos depoimentos, serão iniciados os debates, que podem durar até nove horas.

O primeiro dia de julgamento teve 13 horas de duração até que o juiz Carlos Henrique Perpétuo Braga suspendeu a sessão.


Paschoalino é defendido pelo advogado Ércio Quaresma Firpe e Silva por Agnaldo José de Aquino Gomes.

Dois assistentes de acusação e outros quatro advogados também atuam na defesa dos réus. Os dois são julgados por sete pessoas, sendo seis homens e uma mulher. Foi a filha de uma das juradas quem fez o sorteio nessa terça-feira (18).


Adiamento

O júri era para ter acontecido em dezembro de 2013, mas foi adiado depois que os advogados da defesa juntaram documentos, fotos e matérias jornalísticas para exibição em plenário ao processo. O promotor Christiano Leonardo Gonzaga Gomes solicitou a realização de perícia técnica para comprovar a veracidade do material.


Na ocasião, o então juiz presidente Ronaldo Vasquez observou que, conforme o artigo 422 do Código de Processo Penal, a juntada de documentos ao processo deve ser feita com antecedência mínima de três dias do julgamento.

Durante a instrução do processo, foram ouvidas 24 testemunhas, além dos dois acusados. A defesa argumentou que eles agiram em legítima defesa e em cumprimento do “dever legal e do exercício regular do direito” como policiais militares.

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Os crimes

Os ex-soldados são acusados de matar o enfermeiro Renilson Veriano da Silva, 37 anos, confundido com um traficante, e o sobrinho da vítima, Jefferson Coelho da Silva, 17, que tentou socorrer o tio e também foi atingido com tiros de fuzil à queima roupa. Os ex-policiais, que afirmam terem sido recebidos a tiros, são acusados ainda de alterar o local do crime para forjar um tiroteio com traficantes.

Pela morte de Renilson, eles respondem por homicídio duplamente qualificado - motivo fútil e emprego de recurso que impossibilitou defesa da vítima. Quanto ao crime contra Jefferson, as qualificadoras são assegurar a impunidade da morte do tio e recurso que impossibilitou a defesa. Jason e Jonas respondem ainda por porte ilegal de arma de fogo. Somadas, as penas podem chegar a 130 anos.

Os policiais foram pronunciados em outubro de 2011. Na ocasião, o juiz sumariante do 1º Tribunal do Júri manteve as prisões para garantia da ordem pública. Atualmente, ambos estão presos no presídio de São Joaquim de Bicas.

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