Crise interrompe expansão do Move para a Amazonas, diz Lacerda
PBH não tem previsão para receber R$ 141 milhões em financiamentos
Minas Gerais|Do R7

A expansão do Move para a avenida Amazonas, na região oeste de BH, anunciada em outubro de 2014, foi interrompida por falta de recursos. O prefeito Marcio Lacerda (PSB) admitiu, nesta terça-feira (12), que a PBH não tem previsão para receber o financiamento de R$141,5 milhões para levar o sistema de BRT até a região oeste como planejado.
Em evento da Guarda Municipal, Lacerda culpou a crise econômica pela falta de repasses para as obras. O Ministério das Cidades autorizou, no primeiro semestre, o lançamento da intervenção. Os recursos prometidos para outras obras, como o trecho do Boulevard Arrudas perto da rodoviária, já saíram. O Expresso Amazonas, entretanto, não tem financiamento definido até o momento, segundo o prefeito.
— A crise econômica e a falta de recursos têm atrasado e paralisado muitas obras e projetos. Naquela época, o ministro Kassab esteve aqui, mostramos todos os projetos pendentes. Depois disso, o Ministério nos autorizou a licitar projetos que estavam pendentes de solução. Outros projetos que temos financiamento, como é o caso de contenção de enchente da Avenida Cristiano Machado e do novo trecho do Boulevard Arrudas, na Rodoviária, estamos tocando, pois já tínhamos o financiamento. O BRT Amazonas, neste momento, está sem recurso definido.
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O Move Amazonas depende de R$ 141,55 milhões de financiamento federal e R$ 7,4 milhões de recursos municipais. A previsão é de construção de 10 corredores, com 41km de extensão pelas avenidas Amazonas, Tereza Cristina e Waldyr Soeiro Emrich.
O sistema funcionaria nos mesmos moldes do Move na Cristiano Machado, Antônio Carlos e Centro, que já transportam 500 mil passageiros por dia. O Move Metropolitano transporta outros 200 mil.















