Delegado conclui testemunhos sobre morte de bebê espancado pelos pais
Inquérito deve ser finalizado e enviado à Justiça até a próxima semana
Minas Gerais|Do R7

A (PC) Polícia Civil deve concluir até a próxima semana o inquérito que investiga um casal suspeito de matar a própria filha de um ano e sete meses em Uberaba, no Triângulo Mineiro. Kelly Beatriz Pereira de Lima, de 34 anos, e Francisneio Santos Birto, de 33, teriam espancado a menina até a morte na última quinta-feira (6) e estão presos na Penitenciária Professor Aluizio Ignácio de Oliveira.
Segundo a PC, o delegado Luiz Tortamano esteve no local do crime e já ouviu todas as testemunhas do caso, mas não revelou o teor dos depoimentos colhidos. Ainda conforme a assessoria do órgão, como os suspeitos foram detidos em flagrante o prazo para que o inquérito seja concluído e relatado à Justiça é de dez dias.
Em relação aos laudos de necrópsia e da perícia feita no local do crime, que podem comprovar as causas da morte da criança, a previsão é de que fiquem prontos em até 30 dias. E, de acordo com a PC, os documentos devem ser enviados posteriormente à Justiça, que decidirá se os pais serão ou não processados pela morte da filha.
Kelly Beatriz e Francisneio estão presos em alas separadas em Uberaba e, na madrugada da última sexta-feira (7), apanharam de outros detentos. Ambos foram socorridos para a unidade de pronto-atendimento do presídio e, segundo a Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social), já tiveram alta e voltaram às suas celas. Um procedimento interno foi aberto para a apurar as agressões.
O crime
Os suspeitos foram detidos na quinta-feira (6), em casa, no bairro Parque dos Girassóis. Conforme a PM (Polícia Militar), o bebê morreu após ser agredido pelos pais e apresentava ferimentos na testa, orelha e braço direito.
Ainda segundo a polícia, os pais da vítima demonstraram estar totalmente alheios à morte da filha. O Conselho Tutelar foi acionado já que o casal tinha outros filhos. Como não havia responsável legal para cuidar das crianças, elas estão sob a guarda de uma conselheira.
Vizinhos e conhecidos da família informaram que as crianças já tinham sido retiradas dos pais pelo Conselho devido a agressões. A mãe alegou que os menores foram devolvidos depois que ela conseguiu uma casa e um emprego fixo.
Revoltados, moradores tentaram espancar o casal e precisaram ser contidos pela polícia.















