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Detento mata colega acusado de abusar de mulher trans e mutila órgão genital dele em presídio de MG

Suspeito afirmou à polícia que agiu após acusar a vítima de abusar sexualmente de sua companheira; Polícia Civil investiga a motivação

Minas Gerais|Cler Santos, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Detento de 45 anos, Reginaldo Ribeiro Cerdeira, matou o colega de cela Warley Cardoso de Jesus no Presídio Regional de Montes Claros, MG.
  • O crime ocorreu em uma cela LGBTQIA+, onde Warley foi imobilizado e atacado com um objeto cortante artesanal.
  • Reginaldo alegou que o crime foi motivado por uma suposta violência sexual cometida por Warley contra sua companheira, uma mulher trans.
  • A Polícia Civil investiga o caso, e a Secretaria de Justiça de MG iniciou uma apuração interna sobre o ocorrido.

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Reginaldo Ribeiro Cerdeira, de 45 anos, dividia a cela com a vítima, Warley Cardoso de Jesus, e confessou o crime
Reginaldo Ribeiro Cerdeira, de 45 anos, dividia a cela com a vítima, Warley Cardoso de Jesus, e confessou o crime Reprodução/RECORD Minas

Um detento de 40 anos foi morto dentro de uma cela do Presídio Regional de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, a 425km de Belo Horizonte. Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito do homicídio, Reginaldo Ribeiro Cerdeira, de 45 anos, dividia a cela com a vítima, Warley Cardoso de Jesus, e confessou o crime.

O homicídio ocorreu em uma cela de um pavilhão destinado à população LGBTQIA+. Conforme registrado na ocorrência, Warley teria sido inicialmente imobilizado com um golpe conhecido como “mata-leão” e, em seguida, atingido diversas vezes no pescoço com um objeto cortante artesanal, conhecido como “chuço”.


Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, Reginaldo relatou que, depois de matar Warley, cortou o órgão genital da vítima e o arremessou no corredor da carceragem. Ele também afirmou que utilizou uma lâmina de barbear, posteriormente jogada no vaso sanitário.

O suspeito disse espontaneamente aos policiais que o crime teria sido motivado por uma suposta violência sexual. Segundo a versão apresentada por Reginaldo, Warley teria dopado com medicamentos a companheira dele, uma mulher trans que também estava detida na mesma cela, e se aproveitado da situação de vulnerabilidade para abusar sexualmente dela. A alegação foi feita pelo próprio suspeito do homicídio e será apurada durante a investigação.


O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas a vítima já estava morta. A perícia da Polícia Civil esteve no presídio e recolheu a arma artesanal que teria sido utilizada no crime. O corpo de Warley foi encaminhado ao Posto Médico-Legal para exames.

A prisão de Reginaldo foi ratificada por homicídio qualificado. A Polícia Civil vai investigar as circunstâncias e a motivação do assassinato.


A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) informou que a direção da unidade prisional também instaurou uma apuração interna sobre o caso.

Reginaldo possui quatro passagens pelo sistema prisional desde novembro de 2017. Conforme informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ele acumula condenações por furto qualificado e roubo. Somadas, as penas ultrapassam 30 anos, dos quais 12 já foram cumpridos.


Warley havia sido admitido na unidade prisional em 1º de abril do ano passado e possuía sete passagens anteriores pelo sistema desde dezembro de 2009.

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