Dia de jogo do Brasil em BH termina com 24 detidos pela PM
Dentre os detidos, estão cinco estrangeiros; outros quatro menores foram apreendidos
Minas Gerais|Do R7

A partida emocionante entre Brasil e Chile no Mineirão, em Belo Horizonte, terminou com a classificação da seleção brasileira para as quartas de final, no último sábado (28). Fora dos gramados, no entanto, outros números: segundo a Polícia Militar, enquanto a bola rolava no estádio, 24 pessoas foram presas e dois menores apreendidos.
Entre os detidos, estão cinco estrangeiros: um norteamericano, um peruano e três equatorianos. Ainda conforme a corporação, 139 pessoas foram presas até o momento, sendo 56 estrangeiros, em Belo Horizonte e região, desde que o Mundial começou. Quatro adolescentes foram apreendidos.
Manifestação
Além do jogo, a PM ainda atuou na manifestação corrida durante a tarde do último sábado (28), na praça Sete, centro da capital mineira. Os militares mantiveram a estratégia adotada nos últimos protestos e cercou os cerca de cem integrantes do ato.
O protesto teve início por volta das 10h e, no início da tarde, os manifestantes fecharam o cruzamento das avenidas Afonso Pena e Amazonas. Em seguida, os militares que acompanhavam o ato montaram um cerco nas vias de forma a impedir que os participantes seguissem em passeata.
Quatro brasileiros e quatro estrangeiros são detidos vendendo ingressos
Segundo o integrante do movimento Tarifa Zero, André Veloso, os integrantes de diversos movimentos sociais realizaram um ato simbólico em repúdio à atitude da PM.
— Nós demos as mãos e nos posicionamos a cerca de um metro de distância dos policiais. Ficamos encarando os militares por 17 minutos em silêncio e depois fizemos um jogral dizendo que não existe bom ou mau policial, mas que a corporação é que é corrupta em si.
Por volta das 14h, o movimento se dispersou e as vias na região central de BH foram liberadas.
Polêmica do cerco
Na última segunda-feira (23), um mandado de segurança da Justiça mineira reconheceu o direito de livre manifestação e restringiu a atuação da PM em Minas Gerais, de forma que os militares não impedissem a realização de atos públicos no Estado com a adoção de cercos.
Entretanto, uma nova liminar do presidente do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) Joaquim Herculano Rodrigues derrubou a decisão anterior sob o argumento de que a tática adotada pela polícia mineira tem como objetivo garantir a segurança da população e evitar atos de vandalismo e depredação de bens públicos e privados.
Segundo o advogado do Centro de Cooperação Comunitária Casa dos Palmares, Thales Augusto, os movimentos sociais devem recorrer da última decisão da Justiça para garantir o direito à livre manifestação.















