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Dois integrantes do "Bando da Degola" vão a julgamento em BH

Grupo executou e mutilou dois empresários; três suspeitos foram condenados

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Sócios foram torturados em apartamento para entregar dados bancários antes da execução
Sócios foram torturados em apartamento para entregar dados bancários antes da execução

Serão julgados na próxima segunda-feira (14), em Belo Horizonte, dois integrantes do "Bando da Degola", responsável pela execução e mutilação de dois empresários na região centro-sul da capital mineira em 2010.

O ex-policial André Luiz Bartolomeu e o garçom norte-americano Adrian Gabriel Grigorcea sentam no banco dos réus do 2º Tribunal do Júri, em sessão presidida pelo juiz Glauco Eduardo Soares Fernandes. A acusação fica a cargo do promotor Francisco de Assis Santiago.


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Os empresários Fabiano Ferreira Moura, de 36 anos, e Rayder Santos Rodrigues, de 39, foram torturados, executados e tiveram membros arrancados em abril de 2010, ao se envolverem em um esquema de lavagem de dinheiro e agiotagem. Eles passaram a ser extorquidos por Frederico Flores, que planejou as mortes.


O garçom Adrian Grigorcea, segundo a acusação, levou o genro Rayder Rodrigues, para o apartamento de Frederico Flores, no Sion, bairro de classe média alta de BH. A vítima foi amarrada e torturada até prestar informações sobre contas bancárias para saques nas contas de suas lojas. O sócio, Fabiano, também foi levado ao apartamento, onde foi estrangulado. Rayder acabou esfaqueado. Para tentar dificultar a identificação, os criminosos cortaram dedos e cabeças das vítimas e espalharam os membros em Nova Lima, na Grande BH.

Três réus envolvidos nas execuções já foram condenados. Frederico Flores, o líder do grupo, recebeu pena de 39 anos por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, extorsão, destruição e ocultação dos cadáveres e formação de quadrilha. Ele confessou os crimes e foi considerado semi-imputável por perícia especializada.

O estudante Arlindo Soares Lobo foi condenado a 44 anos, enquanto o ex-policial Renato Mozer recebeu a maior pena até agora: 59 anos. Os três réus que permancem em liberdade vão conhecer a decisão dos jurados em breve: O pastor Sidney Eduardo Benjamin e o advogado Luiz Astolfo têm júri marcado para 29 de setembro de 2014, enquanto a médica Gabriela Ferreira da Costa aguarda até o dia 30 de outubro.

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