"Ele é muito doce, pegava o salário e distribuía", diz ex-amante de Bruno
Ana Paula Pereira de Jesus, de 27 anos, conta que viveu por cerca de dez meses com o goleiro
Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7

— Ele é uma pessoa muito doce, deixava muitas coisas nas mãos de outras pessoas, empurrava com a barriga e não gostava de discutir. Ele pegava o salário dele e saía distribuindo.
O homem descrito acima é o goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, condenado pela morte da modelo Eliza Samudio. As palavras são de quem o conheceu bem nos tempos de glória no futebol: a bailarina Ana Paula Pereira de Jesus, de 27 anos, manteve um relacionamento com o jogador durante cerca de um ano, quando ele ainda era casado com Dayanne Rodrigues. No livro "Indefensável", lançado em junho do ano passado, a própria ex-mulher de Bruno fala sobre a amante do marido e diz que a jovem chegou a inventar uma gravidez, versão contestada por Ana Paula.
O relacionamento extraconjugal foi marcado pelas brigas entre o casal e Dayanne e a insatisfação da família da bailarina. Depois de muitas idas e vindas, ela se mudou para Itália e ficou dois anos longe do País para se afastar de Bruno. Quando retornou, foi recebida pelo então goleiro do Flamengo no aeroporto, mas decidiu não reatar a relação. Meses depois, veio a bomba: o jogador foi preso pelo assassinato de Eliza.
— Eu fiquei espantada. Ele ajudava muita gente, muitas creches em Ribeirão das Neves, doava muita coisa, tinha um monte de amigo e bancava todo mundo. Não acredito que ele teria jogado a vida toda dele fora pelo simples fato de não querer assumir uma criança.
Ana Paula conta ainda que o melhor amigo do condenado, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, era uma pessoa “agressiva”. Para a bailarina, um desentendimento dele com Eliza pode ter motivado o crime.
— Na frente do Bruno ele era uma pessoa, sem o Bruno ele era outra. Ele queria ser o Bruno, estar no lugar do Bruno. Acredito que a Eliza ameaçou não ele [Bruno], mas o Macarrão.
Ainda conforme a bailarina, Romão pode ter executado toda a ação sem que o jogador soubesse o que iria acontecer.
— O Bruno deixou nas mãos dele como sempre, não teve a postura de falar, meio que consentiu. Mas não acredito que o Bruno mandou fazer, arquitetou tudo isso, não.















