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TJMG determina que delegada da PC vá a júri por tentativa de homicídio contra quatro policiais

Agentes teriam sido acionados após mensagens da delegada indicarem risco de suicídio; caso aconteceu em 2023

Minas Gerais|Isabella Gusti, da RECORD Minas e Júlia Duarte, do R7*

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O TJMG decidiu que a delegada Monah Zein será julgada por tentativa de homicídio qualificado contra quatro policiais civis.
  • O incidente ocorreu em novembro de 2023, quando Monah teria disparado contra policiais após indicarem risco de suicídio.
  • A decisão do TJMG reverteu a sentença de primeira instância e incluiu também o crime de resistência.
  • A data do julgamento pelo Tribunal do Júri ainda não foi definida.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A decisão não condena a delegada; apenas avalia se há indícios suficientes para o caso prosseguir no TJMG

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu, por unanimidade, que a delegada Monah Zein será submetida ao Tribunal do Júri por quatro tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE). A decisão modificou integralmente a sentença de primeira instância. A 7ª Câmara Criminal também determinou que ela seja julgada pelo crime de resistência.

O caso aconteceu em novembro de 2023, quando equipes da Polícia Civil foram até o apartamento da delegada, no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Segundo a denúncia citada na decisão, os policiais foram acionados após mensagens enviadas por Monah em um grupo corporativo indicarem um possível risco de suicídio.

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Antes da chegada da CORE, equipes da Patrulha Unificada Metropolitana de Apoio (PUMA), do Hospital da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros estiveram no local. Segundo o processo, a negociação durou mais de 30 horas.

Durante a ocorrência, Monah teria saído do apartamento armada e apontado uma pistola para os policiais. Ainda de acordo com a denúncia, ela teria disparado contra o negociador Cleiton Alves da Silva, que estava desarmado. O tiro atingiu a parede próxima à cabeça dele. Na sequência, outros três disparos teriam sido feitos contra integrantes da equipe, mas nenhum policial foi atingido.

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Decisão do TJMG

Para o TJMG, há provas da ocorrência dos disparos, reunidas em documentos, laudos periciais, relatórios policiais e registros audiovisuais. O relator do caso, desembargador Paulo Calmon Nogueira da Gama, também considerou que existem indícios suficientes de que Monah possa ter atirado com intenção de matar.

A decisão, porém, não significa que a delegada foi condenada. Nesta etapa do processo, os desembargadores analisam apenas se existem provas e indícios suficientes para que o caso seja levado ao Tribunal do Júri. A decisão final sobre a intenção da acusada e sobre sua responsabilidade pelos fatos será tomada pelos jurados.

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Além das quatro tentativas de homicídio, Monah também será julgada pelo crime de resistência, considerado ligado às acusações de tentativa de homicídio.

Decisão reformulada

A decisão do TJMG também modifica o entendimento da primeira instância. Em julho de 2025, a Justiça havia decidido não levar Monah a julgamento pelo Tribunal do Júri em relação às acusações de tentativa de homicídio contra três policiais. No caso do quarto agente, a acusação havia sido considerada um crime que deveria ser julgado pela Justiça comum. O Ministério Público recorreu.

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O advogado Tiago Lenoir, que representa os quatro policiais, afirmou que considera correta a decisão do TJMG. A data do julgamento pelo Tribunal do Júri ainda não foi definida, de acordo com as informações disponíveis na decisão judicial.

*Estagiária sob supervisão de Arnon Gonçalves

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