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Diarista que matou casal de idosos em BH não teve perturbação mental durante o crime, concluem peritos

Laudo aponta que Paola Stefany Neto Cirino não tinha doença mental ou perturbação da saúde no dia do ocorrido; ela está presa pelo crime

Minas Gerais|Isabella Guasti, da Record Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Paola Stefany Neto Cirino, acusada de matar um casal de idosos em BH, não apresentava perturbação mental durante o crime, segundo peritos.
  • O crime ocorreu no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, e as vítimas foram encontradas mortas no apartamento em 30 de junho.
  • Paola foi denunciada por dois latrocínios, fraude processual e furto qualificado, e está presa desde o início de julho.
  • Investigações revelaram que Paola sedou as vítimas, atacou-as com arma branca e tentou alterar a cena do crime.

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MG: Diarista confessa que matou casal de idosos em bairro nobre de Belo Horizonte
Diarista confessou que matou o casal de idosos, em bairro nobre de BH

Peritos da Polícia Civil concluíram que a diarista Paola Stefany Neto Cirino, acusada de matar um casal de idosos no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, não estava perturbada mentalmente durante o crime. Vítimas foram encontradas sem vida no apartamento onde moravam, no dia 30 de junho deste ano.

O laudo da PC, realizado no Instituto Médico Legal (IML) aponta que, após uma análise dos elementos disponíveis com exame e entrevista da acusada, os peritos chegaram a conclusão de que Paola não apresentava doença mental, perturbação da saúde ou desenvolvimento mental incompleto na época do ocorrido. Com isso, ela estaria com as capacidades preservadas tanto para entender quanto para determinar o que estava fazendo.


Pedido da defesa

A perícia psquiátrica foi determinada pela Justiça, no dia 18 de agosto, após pedido da defesa da acusada, que requeriu uma avaliação das condições mentais da diarista na época do crime. O intuito do exame era analisar se Paola tinha capacidade de compreender o caráter ilícito dos atos e de agir de acordo com esse entendimento.

A realização da perícia, por si só, não significa que a Justiça tenha reconhecido a existência de um transtorno mental ou considerado a diarista inimputável. A conclusão dependia ainda da avaliação dos peritos, que foi realizada na última segunda-feira (14).


Paola está presa desde o início de julho. Ela foi denunciada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por dois latrocínios — roubo com resultado morte —, além de fraude processual e furto qualificado. A denúncia foi recebida pela Justiça no dia 31 de julho.

Relembre o caso

O casal Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foi encontrado morto no apartamento onde morava, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, no dia 30 de junho. O crime teria ocorrido no dia anterior. Paola havia sido contratada para realizar serviços de limpeza no imóvel e, segundo as investigações, estava pela primeira vez na residência.


De acordo com a denúncia do Ministério Público, a diarista teria colocado medicamentos com efeito sedativo na bebida das vítimas para reduzir a capacidade de reação delas e, em seguida, começou a retirar bens do apartamento. Ainda conforme o MP, uma das vítimas acordou durante a ação e, nesse momento, Paola teria atacado o casal com uma arma branca.

Laudos citados pela Justiça apontam que Maria Clotilde apresentava 15 lesões provocadas por instrumento perfurocortante e queimaduras pelo corpo. Cláudio sofreu 43 lesões por arma branca, incluindo perfurações no coração. Exames toxicológicos também identificaram clonazepam e alprazolam nas vítimas.


Segundo a investigação, após as mortes, a acusada teria tentado alterar a cena do crime para dificultar o trabalho da perícia. O laudo do local apontou panos de chão encharcados com água sanitária e desinfetantes. Câmeras de segurança do condomínio também registraram Paola entrando no prédio às 7h28 e deixando o local às 15h32, carregando sacolas com pertences das vítimas e usando roupas diferentes das que vestia na chegada.

Um dos elementos destacados pela investigação foi uma unha postiça de gel encontrada embaixo do corpo de Cláudio. Conforme a decisão judicial, imagens mostraram que Paola entrou no apartamento com o adereço no dedo anelar direito e saiu sem ele.

Ainda segundo o MPMG, depois do crime, Paola teria ido ao Centro de Belo Horizonte para vender objetos retirados do apartamento e utilizar cartões bancários das vítimas. O comerciante Leonardo do Nascimento também foi denunciado, acusado de participar do esquema envolvendo o uso dos cartões em máquinas de um estabelecimento comercial.

Paola foi presa pela Polícia Civil no dia 2 de julho, em um hotel em Itabira, na região Central de Minas Gerais, onde estava com o filho. Segundo a investigação, havia indícios de que ela pretendia fugir para o Rio Grande do Sul. Com a suspeita, os policiais apreenderam R$ 18,8 mil, celulares, joias, bolsas, perfumes, roupas, uma faca e 165 comprimidos de medicamento com efeito sedativo.

Durante as investigações, outras pessoas procuraram a Polícia Civil e relataram que também teriam sido vítimas da diarista. Conforme a corporação, foram identificados outros quatro casos com modo de agir semelhante, nos quais clientes teriam sido dopados.

A defesa de Paola foi responsável por solicitar a instauração do incidente de insanidade mental e afirmou anteriormente que a medida seria necessária diante de elementos dos autos e de circunstâncias verificadas durante a investigação e a reprodução simulada dos fatos.

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