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Empresários tentam manter Aeroporto Carlos Prates aberto

Donos de escolas de aviação formaram um grupo para reivindicar a administração da pista em BH, que será fechada em 2021

Minas Gerais|Regiane Moreira, da Record TV Minas

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Empresários da aviação que utilizam as pistas do Aeroporto Carlos Prates, na região Noroeste de Belo Horizonte, querem formar uma associação para assumir a administração do espaço, que deve ser fechado no fim deste ano.

O local usado para cursos de formação de novos pilotos de, pelo menos, quatro universidades, e também de futuros agentes do Corpo de Bombeiros e das Polícias Civil e Militar. Além disso, hangares são usados para serviços de manutenção em aeronaves, incluindo as das Forças de Segurança.


O terminal, atualmente administrado pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), será desativado em dezembro deste ano, segundo o Ministério da Infraestrutura. As operações serão transferidas para outros aeroportos, como o da Pampulha.

Veja: MPF apura barulho e insegurança no Aeroporto Carlos Prates, em BH


A situação deixa os usuários da pista apreensivos. Segundo o piloto e vice-presidente da associação Voa Prates, Guilherme Andere, a mudança das atividades de ensino para aeroportos comerciais não é interessante e nem viável.

— Este tipo de atividade é incompatível com uma aviação regular, executiva e comercial, como na Pampulha. Nossa atividade não pode ser feita nesse mesmo espaço.


Aeroporto deve ser fechado ainda neste ano
Aeroporto deve ser fechado ainda neste ano

A associação criada pelos representantes das dez empresas que operam no terminal tenta negociar com os Governos Estadual e Municipal para que o Poder Público assuma o local e repasse a administração para o grupo. Os empresários alegam que o fechamento não tem relação com os acidentes registrados na região nos últimos anos.

O Aeroporto Carlos Prates começou a operar em 1944. Ele ocupa uma área de cerca de 580 mil metros quadrados e serve de base para cerca de 150 aeronaves. Desde 2010, o local já registrou quase 10 acidentes, alguns deles com mortes.

Muitos moradores da região reivindicam o fechamento do local, principalmente por conta da insegurança e do barulho causado pelas aeronaves. O anúncio do Ministério da Infraestrutura de que a pista de pouso seria fechada foi aprovada por muitos vizinhos do local.

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