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Entenda o fenômeno da ‘supercélula’ que causou chuva extrema e destruição em MG

Corpo de Bombeiros confirmou que 16 pessoas morreram em Juiz de Fora e sete em Ubá

Minas Gerais|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Supercélula causou chuvas intensas em Juiz de Fora, resultando em 16 mortes confirmadas.
  • Fevereiro de 2023 se tornou o mês mais chuvoso da história da cidade.
  • A passagem da supercélula deixou áreas alagadas, deslizamentos e duas mortes em Ubá.
  • Estado de calamidade foi declarado, e equipes de socorro do governo federal foram enviadas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

‘Supercélula’ ocorre principalmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil Reprodução/RECORD Minas

Uma supercélula, tempestade rara e severa, provocou chuvas intensas em Juiz de Fora na madrugada desta terça-feira (24), causando 16 mortes confirmadas pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Segundo a prefeitura, choveu mais que o dobro do volume esperado para todo o mês, tornando fevereiro deste ano o mais chuvoso da história da cidade.

De acordo com a Climatempo e informações da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), supercélulas são diferentes de tempestades comuns: são isoladas, duradouras e organizadas, podendo permanecer ativas por várias horas e percorrer longas distâncias.


Elas podem gerar ventos fortes, granizo, chuvas intensas e tornados, sendo os tornados os eventos mais destrutivos, mas não os únicos capazes de causar danos graves.

No Brasil, o fenômeno ocorre principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Ele se forma na parte quente de sistemas de baixa pressão e se propagam muitas vezes ao longo de frentes frias, com rotação causada por correntes de vento que inclinam o movimento do ar, criando mesociclones dentro das nuvens.


Após a passagem da supercélula, Juiz de Fora amanheceu com áreas alagadas e bairros ilhados, além de pontos onde o Rio Paraibuna e córregos transbordaram.

Diversas regiões registraram deslizamentos e quedas de árvores, além do desabamento de dois prédios. A Defesa Civil do município estima que 440 pessoas estejam desabrigadas.


A cidade está em estado de calamidade. Por conta da situação, o governo federal enviou equipes da Força Nacional do SUS e da Defesa Civil Nacional para apoiar os trabalhos de socorro e assistência no local.

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