Foragido da Justiça faz irmão idoso refém e mobiliza operação do Bope em Belo Horizonte
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito possui diversas passagens pela polícia por crimes graves, entre eles roubo e homicídio
Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7 e Michelyne Kubitschek, da RECORD Minas
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Uma operação da Polícia Militar mobilizou equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) para resgatar um idoso que era mantido refém pelo próprio irmão no aglomerado 31 de Março, na região Noroeste de Belo Horizonte, na última sexta-feira (05).
Segundo a Polícia Militar, o suspeito, de 36 anos, era considerado foragido da Justiça. Ele não retornou ao Presídio de Ribeirão das Neves após o término do período de saída temporária. O prazo para se reapresentar ao sistema prisional venceu no dia 4 de junho.
Durante as buscas para localizar o detento, os militares receberam informações de familiares de que um idoso estaria sendo mantido em cárcere privado pelo próprio irmão. A denúncia também indicava que o foragido estaria armado com uma faca. Diante da situação, equipes especializadas do Bope foram acionadas para conduzir as negociações e tentar uma rendição sem colocar a vítima em risco.
Após o trabalho dos negociadores, os policiais conseguiram entrar no imóvel e resgatar o idoso. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar atendimento à vítima, que não apresentava ferimentos. Aos militares, o idoso relatou que o irmão o obrigava a permanecer em silêncio durante todo o período em que esteve sob seu domínio.
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito possui diversas passagens pela polícia por crimes graves, entre eles roubo e homicídio. Além disso, havia denúncias recentes de agressão contra uma ex-companheira. A mulher possui uma medida protetiva em vigor contra ele.
Durante a ocorrência, testemunhas relataram aos policiais que, após não retornar ao sistema prisional, o foragido teria passado parte do período escondido em uma comunidade do Rio de Janeiro.
A Polícia Militar apura as informações e investiga possíveis vínculos do suspeito com grupos criminosos atuantes na região.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que o suspeito foi conduzido e ouvido, por meio da Central Estadual do Plantão Digital, sendo liberado a seguir, por “não haver indícios e elementos suficientes para a ratificação da prisão em flagrante”.
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