Homem morre baleado durante ação da PM em Itaguara (MG); família contesta versão policial
PM afirma que ele estava armado e resistiu à prisão; familiares dizem que policiais teriam confundido o alvo
Minas Gerais|Victor Assunção* e Stéphanie Lisboa, da RECORD Minas
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Um homem de 29 anos morreu após ser baleado durante uma ação da Polícia Militar na manhã desta sexta-feira (4), em Itaguara, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. André Alivi dos Santos foi atingido por um disparo feito por militares do Grupamento Especializado em Recobrimento (GER). As circunstâncias da morte são contestadas pela família.
Segundo a Polícia Militar, os agentes foram até um imóvel na Rua José Nicolau Andrade para cumprir um mandado de prisão contra André. A corporação afirma que, durante a abordagem, o homem estava armado e resistiu à prisão, representando uma ameaça aos policiais.
Ainda conforme a versão da PM, diante da ameaça, um dos militares efetuou um disparo contra André. Ele teria sido socorrido e levado para o Hospital de Itaguara, mas não resistiu aos ferimentos. A perícia da Polícia Civil foi acionada para realizar os trabalhos no local.
A versão apresentada pelos familiares, entretanto, é diferente. Eles afirmam que André não tinha envolvimento com o tráfico de drogas e que estava dentro do quarto, sentado na cama e se preparando para ir trabalhar quando foi surpreendido pelos policiais.
Segundo os parentes, André teria sido rendido e não ofereceu resistência antes de ser baleado. A família o descreve como trabalhador e cristão e afirma que ele nunca havia sido preso. André também era pai de uma criança.
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) informou que André Alivi dos Santos não possui registros de passagem pelo sistema prisional.
Família diz que policiais teriam confundido alvo
Uma tia da vítima também contesta a informação de que André morreu após ser levado ao hospital. Segundo ela, o sobrinho teria morrido ainda no local do disparo.
A familiar afirma ainda que o mandado que motivou a presença dos policiais na região seria, na realidade, contra um primo de André, que morava em uma casa vizinha. Na versão apresentada pela família, os militares teriam confundido os dois homens durante a operação.
A Polícia Militar, por outro lado, sustenta que havia um mandado de prisão contra André e que ele estava armado no momento da abordagem.
As circunstâncias do disparo deverão ser apuradas. A perícia da Polícia Civil esteve no local após a ocorrência.
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