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Inquérito que apura propina a Aécio chega à primeira instância

Quase um mês após STF restringir foro privilegiado a supostos crimes ocorridos no exercício do mandato, peça chega a Minas Gerais

Minas Gerais|Paulo Henrique Lobato, Do R7

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Delatores calcularam propina em mais de R$ 5 milhões
Delatores calcularam propina em mais de R$ 5 milhões

O inquérito que investiga o suposto pagamento de R$ 5,2 milhões em propina da Odebrecht ao senador Aécio Neves chegou à primeria instância da Justiça de Minas Gerais na tarde desta quarta-feira (6). O ex-presidente do PSDB nacional é investigado por corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.

Há quase um mês (8 de maio), o relator do inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, determinou a transferência da peça para a primeira instância em razão de a Corte ter restringido foro privilegiado a deputados federais e senadores apenas em investigação de supostos crimes no exerício do mandato e em função do cargo.


Aécio e outros investigados teriam sido beneficiados, segundo delação de diretores da Odebrecht, quando o tucano era governador de Minas Gerais. O suposto esquema de propina envolve a construção da Cidade Administrativa, cuja licigtação teria sido dirigida em 2007, quando Aécio estava em seu segundo mandato como governador.

A obra foi concluída e inaugurada em março de 2010, na segunda gestão do tucano no Estado.


O inquérito físico chegou a Belo Horizonte nesta tarde e, por sorteio, foi encaminhado à 7ª Vara Criminal, que tem como titular a juiza Rosângela de Carvalho Monteiro.

A magistrada irá abrir vista do inquérito para o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais), que poderá apresentar denúncia ou solicitar à Polícia Civil ou à Federal que continuem investigando o caso.


Em nota, o advogado de Aécio Neves, Alberto Zacharias Toron, afirmou que "trata-se de acusação falsa e antiga" e que "o edital de licitação da Cidade Administrativa foi previamente apresentado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas estaduais".

O advogado afirmou ainda que "a obra foi auditada em tempo real por empresa independente e investigação conduzida pelo próprio Ministério Público concluiu pelo arquivamento das falsas denúncias após constatar a regularidade de todos os procedimentos".

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